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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Destino 2003


Walt Disney's & Salvador Dali - 

The unknown Dali and Walt Disney movie was released in 2003, almost 53 years after it was made.  The name is Destino and means "destiny".

The result is beautiful and disturbing like as all Salvador Dali arts.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma Noite no Studio SP


Ao olhar post antigos percebi que faz tempo que não escrevo sobre os lugares que frequento. Por isso resolvi escrever sobre o Studio SP. A casa fica localizada na região da Baixa Augusta.
A Rua Augusta talvez seja o lugar mais democrático de Sampa. Nela vc pode encontrar todas as tribos, sujeitos convivendo ou melhor coabitando os mesmos lugares.Eu tive o prazer de morar por alguns anos na Antonio Carlos, rua que corta a Augusta e pude andar muito por ali.

Porém, semana passada fui no Studio SP e assisti a Miranda Kassin. Com uma voz sensacional e uma presença de palco invejável com certeza trata-se de um dos excelentes cover da Amy. Mas a Miranda é sinônimo de música boa a noite inteira e o repertório vai além com composições dos Beatles, Lou Reed, Rolling Stones...etcs.

A casa é bem confortável e sua decoração bem Augusta com grafites e paredes pretas. Para quem gosta do clima alternativo cult é uma boa pedida. O ponto alto é a Stella Atois gelada mas fique longe das caipirinhas pois não são muito saborosas. O mesmo posso dizer dos drinques.

Mas vale a pena curtir uma noite por lá com certeza boa música e uma atmosfera curiosa vc vai encontrar e isso já é uma diversão. Dica: Chegue cedo ou compre seu ingresso antes!

STUDIO SP ESPAÇO CULTURAL LTDA

Rua Augusta, 591
CEP: 01305-000 - São Paulo
Tel/Fax: (55 11) 3129-7040
E-mail: studiosp@studiosp.org

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

I Hate You Soundtrack



A vida é cheia de trilhas sonoras.  Seja na infância e quando crescemos temos trilha sonora para o amor não declarado, aquele vivido, perdido....Neste blog de vez enquando preparo listas. Já preparei listas para lugares para namorar, leituras, fugir e porque não listas com músicas para fim de relacionamento?


Imaginem vocês leitores a seguinte situação. O relacionamento acabou e você não está achando ruim. Mas  tem horas que você pode estar simplesmente com raiva. Pode ser porque a pessoa não se esforçou, pq vc perdeu seu tempo com a pessoa errada...

O fato é que não são criadas tantas músicas para quando queremos odiar ou simplesmente dizer que não importa mais. Foi pensando nisso e numa conversa recente com alguns amigos que criei uma trilha sonora para você simplesmente seguir em frente longe daquelas músicas chorosas de corações partidos.


E se você sentir vontade de mandar alguma música para aquele desafeto?! Fica à vontade !!
Se quiser fazer download da seleção zipada clique aqui!
Se quiser ouvir a música no Youtube é só clicar no link :)


1. Don't think twice, It's all Right - Bob Dylan

Bob Dylan o mestre do rock compôs um som bem legal para um casal que chegou num ponto que a indiferença tomou conta e por isso, valeu a pena seguir em frente e não pensar duas vezes.

"I'm walkin' down that long, lonesome road, babe
Where I'm bound, I can't tell
But goodbye's too good a word, babe
So I'll just say fare thee well
I ain't sayin' you treated me unkind
You could have done better but I don't mind
You just kinda wasted my precious time
But don't think twice, it's all right"


2. Walk Away - Franz Ferdinand


Sim, Franz Ferdinand também fez um som ótimo para dizer que já ficou tempo demais! Para aquele desafeto que já vai tarde e sua maior alegria e vê-lo fechando a porta para nunca mais voltar. Você pode simplesmente dizer "Por que vc não vai embora?" Precisa de algo mais?


"And I am cold, yes I'm cold
 but not as cold as you are
I love the sound of you walking away, you walking away
I love the sound of you walking away
Walking away, hey hey


Why don't you walk away?
Why don't you walk away?
Why don't you walk away?


No buildings will fall down
Won't you walk away?
No quake will split the ground
Won't you walk away?
The sun won't swallow the sky
Won't you walk away?
Statues will not cry
Won't you walk away?"


Sim, os roqueiros rebeldes do Deep Purple disseram um basta! Essa é para aquela quando você já excluiu de todos os canais de comunicação e  "Afinal sim devemos permanecer como estranhos". 

"And if you hear me talking on the wind
You've got to understand
We must remain
Perfect Strangers"


Ugly Kid Joe foi uma banda que ouvi muito na minha adolescência e essa música também. Sabe quando você não consegue nem ouvir suas bandas favoritas porque lembra da pessoa? Não consegue nem passar em frente dos lugares que vocês costumavam frequentar? Então essa múica é para você!! Então nada como odiar alguém com este som! Porque no final tudo o que vc quer dizer é "Eu odeio tudo sobre você".

"Everything about you, everything about
I get sick when I'm around
I can't stand to be around
I hate everything about you"


Sim, temos músicas excelentes para cantar em bom e alto português sobre o como nos enganamos com aquela pessoa. Por isso aumenta o som e cante alto. Não me chame e não olhe para trás...

"Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria!
Ah! Meu Deus!
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais...


6. Olhos nos Olhos - Chico Buarque
O mestre Chico Buarque tem várias músicas para odiar como Teresinha, Samba do Grande Amor, Trocando em Miudos. Mas escolhi essa...por causa deste trecho:

"Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando,
Me pego cantando, sem mais, nem por quê.
Tantas águas rolaram,
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você."
Essa música não chega a ser uma música para odiar alguém. Mas quando você quiser pintar tudo de preto pode ser um sinal de que odeia alguém. 
"I look inside myself. And see my heart is black. I see my red door. And it has been painted black.."
8. I used to love her - Guns n' roses
GnR sempre foi sinônimo de polêmica, mais do que odiar essa música mostra as últimas consequências daquele amor que acabou. Mas antes que o leitor desavisado ache que é um estímulo para isso. Mate ela (e) dentro de você e boas! 

"She bitched so much,
she drove me nuts
And now we're happier this way, alright
(whoa yeah)
(whoa)
(whoo-oo yeah)
I used to love her,
but I had to kill her
I used to love her(ooooh yeah)
but I had to kill her
I had to put her, six feet under
and I can still hear her complain yeah-eeeah"
Até os Beatles foram capaz de fazer uma música cheia de ódio. Cheia de criatividade e ameaçando um garota dizendo que prefere vê-la morta do que com outro homem. Terrível não?
"I'd rather see you dead, little girl,
Than to be with another man.
You better keep your head little girl,
Or you won't know where I am.
You better run for your life if you can, little girl;
Hide your head in the sand little girl;
Catch you with another man,
That's the end, little girl."
Uma letra cheia de ódio e rancor. Pior, quando o relacionamento cai no cinismo de "vamos ser bons amigos". A pergunta é será? Se você acha impossível eu acho que este é o seu som...
"Don't bother saying sorry
Why don't you come in?
Smoke all my cigarettes - again.
Everytime I get no further
How long has it been?
Come on in now
Wipe your feeton my dreams.


You take up my time
Like some cheap magazine
When I could have been
learning something
Well, you know what I mean.


I've done this before
And will do it again
C'mon and kill me baby
Whilst you smile like a friend
And I'll come running
Just to do it again."


Essa música é um clássico!! Cheia de ódio e rancor Alanis canta em alto e bom som o que todos desafetos gostariam de dizer.

"'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died?
'Til you died?
But you're still alive


And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know"


11. Bohemian Rhapsody - Queen

Essa música não chega a ser uma música de um relacionamento e na qual você poderia dedicar a alguém. Porém, gosto muito da parte que eu vou transcrever abaixo. Por isso, foi uma decisão pessoal então considere você leitor como um "Bonus Track". Afinal como dizem os próprios "Nada realmente importa. Qualquer um pode ver. Nada realmente importa. Nada realmente importa pra mim" e não importa o que aconteça o vento continua a soprar e você leitor(a) deve ser feliz :)

"No, no, no, no, no, no, no
Oh mama mia, mama mia, mama mia let me go
Beelzebub has a devil put aside for me


For me (2x)

So you think
You can stone me and spit in my eye
So you think you can love me
And leave me to die


Oh baby, can't do this to me baby
Just gotta get outJust gotta get right outta here
Oh, oh yeah, oh yeah
Nothing really matters
Anyone can see
Nothing really matters
Nothing really matters to me

Anyway the wind blows"



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Meia Noite em Paris (Midnight in Paris)


(2011 - Direção Woody Allen).


Woody Allen é um diretor consagrado. Porém, considero sua obra heterogênea. Existem filmes excelentes como "Match Point", divertidos e despretensiosos como "Vicky, Cristina Barcelona" outros não tão bons como "Você vai conhecer o homem dos seus sonhos".

Mas acho que em "Meia Noite em Paris" Woody conseguiu com um filme divertido e interessante declarar todo o amor que Paris merece.

No filme o casal Owen Wilson (Gil) é um roteirista de Hollywood desiludido, prestes a se casar com a americana Inez (Rachel McAdams) enquanto escreve seu primeiro romance. O casal está em Paris acompanhando os pais da noiva em um negócio e Gil se derrete de amores pela cidade enquanto Inez se deixa seduzir por um amigo pedante e casado.

Gil numa passagem inverossímel retorna à Paris dos anos 1920 e passa a conviver com Gertrude Stein, Scott e Zelda Fitzgerald, Hemingway, Dali,  Picasso, Buñuel, Man Ray, Cole Porter.

O filme faz piadas inteligentíssimas quando Gil dança com Djuna Barnes e diz que não se impressionou pelo fato dela querer liderar. Ele antecipa o roteiro de “O Anjo Exterminador” para Buñuel, que não o não entende e se questiona: “Por que as pessoas ficam presas na casa?” e Gil responde que ele vai saber responder isso. O filme é cheio de passagens divertidas por exemplo no encontro com Dali e os surrealistas e ainda cita frases de Hemingway para o próprio.

Mais do que isso, o filme questiona qual seria a verdadeira idade de ouro de Paris quando ele retorna ainda mais no tempo para a "Bella Epoque" sentando no Moulin Rouge com Toulouse-Lautrec, Gauguin e Degas.

O filme passa pelas muitas "Paris" do imaginário coletivo, Paris de dia é tão linda como a Paris a noite, que no final das contas são cidades diferentes. Na verdade, o filme me surpreendeu porque conseguiu terminar com um questionamento de que o cotidiano com as suas mazelas sempre nos fazem querer remeter a um tempo que não é nosso e uma mensagem que muitas vezes nos esquecemos  que é "Carpe Diem" e aproveite Paris na chuva que é tão linda quanto as outras.


Escrevi pouco sobre Paris mas quando estive lá fiz questão de passear Montmartre, Saint-German, Montparnasse, La Marrais, e estive pessoalmente no Deux Magots e Polidor.

Quem já teve a oportunidade de visitar Paris sabe que o filme é um prato cheio. Paris aos amantes da boa literatura, pintura, música e todas as outras artes sempre foi uma meca. Andar por Paris e suas ruas é se inspirar e ser inspirado por cada detalhe. Pois no final das contas quem está disposto a conhecer Paris acaba se sentindo como Gil.

domingo, 22 de maio de 2011

O Mundo Mágico de Escher




Maurits Cornelis Escher (1898 - 1970) nasceu em Leeuwarden na Holanda e dedicou a sua vida às artes gráficas. Distinguem-se, usualmente, duas fases na obra de M. C. Escher. Antes de 1937, a obra de Escher é dominada pela representação da realidade visível, orientada inteiramente pela beleza das paisagens e arquitetura italianas. A partir de 1937, o pitoresco e o real deixam de lhe interessar. Agora, está fascinado com a regularidade e as estruturas matemáticas, a continuidade e o infinito inerente a todas as imagens, a reprodução de três dimensões sobre uma superfície bidimensional.

Escher fixa-se nas construções da sua própria imaginação e as suas obras passam a exprimir aquilo que ele próprio designa por “pensamento visual”. Trabalha com formas geométricas que encontra nos mosaicos islâmicos e nas formações cristalinas e procura dar vida a esses padrões, substituindo formas abstratas por elementos reconhecíveis como animais, plantas ou pessoas.

Os seus cadernos enchem-se de séries contínuas desses elementos, combinados de formas variadas, num processo que se poderia repercutir até ao infinito. A animação desses padrões conduz à série Metamorfoses, em que as várias estruturas se transformam sucessivamente umas nas outras. Escher não consegue expressar estas ideias em palavras, mas em imagens é capaz de torná-las claras. Daí que a sua obra possa ser considerada de “alto grau racional, porém, minimamente literária

no sentido de que ele parafraseia em imagens as coisas que não poderiam ser reproduzidas em palavras”

Quem considera a arte como uma expressão de sentimentos, terá de recusar esse estatuto à obra de Escher. Ela é determinada pela razão, tanto ao nível do objetivo, como da execução, neste sentido, a maior parte das suas gravuras possuem o carácter de uma investigação.


Os Mundos Impossíveis




Os mundos impossíveis como o próprio nome indica, trata-se de figuras e estruturas que sugerem com grande força ser tridimensionais, mas que, efetivamente, não estão construídas a três dimensões e a exposição de Escher no Centro Cultural do Banco do Brasil é a concretização destes mundos. A exposição embora mal explicada e um pouco desorganizada é capaz de causar vertigem nos visitantes. Outra crítica é a impossibilidade de fotografar parte das obras, sinceramente gostaria de um motivo plausível dos organizadores. Mas o fato é que dentre  planos, paralelos, infinitos e ilusão de ótica, o visitante irá passear por mais de 94 obras do artista que desafiou paradigmas do que seria arte e ainda hoje num mundo de "filmes 3D"  é inovador. 







Local: CCBB- SP 
19 Abril até 17 Julho.
Horário: Terça a domingo das 09h as 20h.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Round and round is the sound that runs into my brain...


Vasculhando arquivos virtuais antigos, achei este video, prova de um tempo que não volta mais, por isso minha homenagem....

A todos que fizeram parte dele....Obrigada !!

O texto abaixo pertence ao Fabricio Teixeira, para ver o post no blog original

Do que fica


"Uma época onde éramos jovens e gritávamos de alegria. E erguíamos os braços, como loucos, tentando escapar dos corpos aos quais havíamos nascido presos. Éramos jovens e dançávamos sem receio. Porque não tínhamos pudores, prisões ou preconceitos, e porque convidávamos uns aos outros a fazerem parte do todo. Éramos jovens e unidos por alguma força inexplicável. Nosso sonho uníssono era o bem, nosso solvente era a música, nossos únicos limites eram o céu e a terra. Nosso grito alcançava a lua, se assim quiséssemos. Eram nossos anos de ouro. No dia seguinte, amanhecíamos e anoitecíamos jovens. E isso bastava..."

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Vamos fugir !! pr´outro lugar?


Route 66 - Estrada símbolo de muitos "fujões"

Existem horas que o que mais queremos é fugir de onde estamos. Um sentimento de inquietação com desejo de aventuras ou ainda uma fuga para os nossos problemas....Foi pensando nisso, que preparei essa seleção de filmes com a temática "Na estrada". Para você se inspirar e quem sabe cair na estrada...
Para fazer a lista tentei me focar em filmes que as pessoas largaram tudo e sairam por ai em busca de uma aventura...
A lista não tem ordem de preferência é conforme fui lembrando.... E ai?? Vamos fugir??


Um senhor idoso com uma vida tranquila no campo. Quando seu irmão, com quem não conversava há muito tempo, fica muito doente, ele decide colocar suas diferenças de lado e encontrá-lo com o único meio de transporte de que dispõe: um velho trator. Com ele, Alvin atravessará centenas de milhas até seu destino final, não sem antes encontrar diversos personagens que farão de sua viagem uma verdadeira jornada sentimental.


Billy Hayes (Brad Davis), um estudante americano, ao visitar a Turquia decide traficar alguns pacotes de haxixe, prendendo-os debaixo de suas roupas. Seu plano acaba não dando certo e ele é preso, com sua vida se transformando em um pesadelo a partir de então, pois é brutalmente espancado e jogado em uma imunda prisão. Quando espera ser libertado é levado a um novo julgamento com efeito retroativo, que o condena a uma longa pena. Sua fuga pelo expresso da meia noite faz deste filme um dos mais clássicos de todos oso tempos. 


Efeito de uma busca interior ou de uma qualquer nostalgia. Em 1979 Andrei Tarkovski está na Itália na companhia do poeta e argumentista italiano Tonino Guerra. Ambos vão, por um mês, iniciar um Tempo di Viaggio, uma jornada, física e espiritual, à descoberta de um local, também ele real e mental, marcado no espírito de Tarkovski para as filmagens de Nostalghia. Guerra, o anfitrião, conduz o realizador russo através das belezas tradicionais e turísticas da Itália, de Nápoles em direcção a sul, por Sorrento e Lecce. Mas Tarkovski procura um lugar secreto, já visualizado, objeto de uma escolha que só ele sabe qual é, mesmo antes de lhe dar forma.

Telma & Louise (1991) - Direção Ridley Scott

Mulher cansada da vida de dona de casa maltratada pelo marido embarca em uma viagem de final de semana com uma amiga, mas que mudará para sempre a vida das duas quando inesperados problemas surgem em seus caminhos. Um filme sobre amizade e como coisas inesperadas podem acontecer nos nossos caminhos.

Viagem a Lua (1902) - Direção George Méliès - Curta do começo do século XX que retrata uma viagem a lua. Na verdade não se trata de fuga, mas é um filme bem legal e uma homenagem ao desejo aventureiro.


Chihiro é uma menina mimada de dez anos que, em uma viagem com os pais, se vê perdida em um mundo desconhecido povoado por seres bizarros. Seus pais são transformados em porcos e ela é impedida de voltar ao mundo dos humanos por um feiticeiro maligno.


É 1952, e o que viria a ser futuramente o líder da Revolução Cubana Che Guevara era um jovem estudante de medicina que, junto do amigo Alberto Granado decidem viajar pela América do Sul em cima de uma velha moto. Depois de passar por Machu Pichu, chegam a uma colônia de leprosos na Amazônia Peruana, onde começam a questionar os valores da vida numa viagem interior que mudaria a vida de ambos.


Edinburgh, 1880. Oliver Lindenbrook (James Mason), um dedicado professor de geologia que recentemente se tornou sir, consegue o primeiro passo para uma viagem ao centro da Terra quando Alec McEwen (Pat Boone), seu assistente, lhe leva um pedaço de lava. Examinando a lava cuidadosamente, Lindenbrook encontra uma mensagem de Arne Saknussen, um famoso explorador do passado, que orientava como alcançar o centro da Terra. A viagem começa, descendo em um vulcão na Islândia. A dupla é acompanhada por Carla Goeteberg (Arlene Dahl), viúva do professor Goeteberg (Ivan Triesault), um geólogo renomado que pretendia "ganhar a corrida" mas foi envenenado com cianeto, e por Hans Belker (Peter Ronson), um guia islandês. São seguidos de perto pelo maligno Conde Saknussen (Thayer Saknussen), descendente do explorador, que quer usar as descobertas de Lindenbrook para seu proveito pessoal e político. Porém este não é o único perigo para os exploradores, pois no decorrer de sua viagem o grupo encontrará vários animais pré-históricos.


Esse filme é sensacional! Infelizmente não caiu no gosto do público. Enviado para Las Vegas para cobrir o Mint 400, uma corrida de motos no deserto, o jornalista Dr. Thompson (Johnny Depp) e seu advogado (Benicio Del Toro) se encontram numa cidade onde somente drogas poderosas podem fazer com que as coisas sejam ligeiramente normais.


Anos 70. Em plena época da contra-cultura e contestação social, o neozelandês Burt Munro (Anthony Hopkins) toma a decisão mais importante da sua vida: quebrar um famoso recorde esportivo montando uma motocicleta clássica dos anos 20, conhecida como Indian. Mas ele já não é mais nenhum jovem, e do alto de sua maturidade, passa anos construindo seu objeto do desejo. Quando consegue, está pronto para rodar o mundo e bater recordes. Baseada em fatos reais, The World's Fastest Indian é uma trama comovente sobre a superação e a persistência de um homem que faz o possível e o impossível para dar a volta por cima de todas as diversidades de sua vida. Uma verdadeira história de amor e vitória!


Filme clássico que influenciou gerações!! Os protagonistas são dois motociclistas, Wyatt ou 'Capitão América' (Fonda) e Billy (Hopper). Fonda e Hopper disseram que estes dois personagens referem-se a Wyatt Earp e Billy the Kid. Wyatt veste-se de cabedal adornado com a bandeira americana, enquanto Billy se veste com calças e camisa ao estilo dos nativos americanos.
Depois de contrabandear drogas do México para Los Angeles, Wyat e Billy vendem seu contrabando para um homem (protagonizado por Phil Spector) em um Rolls-Royce. Com o dinheiro da venda armazenado em mangueiras dentro dos tanques de gasolina, eles vão rumo à Leste na tentativa de chegar em Nova Orleans, na Luisiana, em tempo para o Mardi Gras.


Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca. Palmas também para a trilha sonora !!



Arthur Dent (Martin Freeman) é um homem normal, que está tendo um péssimo dia. Após saber que sua casa está prestes a ser demolida, Arthur descobre que Ford Prefect (Mos Def), seu melhor amigo, é um extra-terrestre e, para completar, fica sabendo que a Terra está prestes a ser destruída para que se possa construir uma nova auto-estrada hiperespacial. Sem ter o que fazer para evitar a destruição de seu planeta, Arthur só tem uma saída: pegar carona em uma nave espacial que está de passagem. Ele passa então a conhecer o universo, sendo que tudo o que precisa saber sobre sua nova vida está contido em um valioso livro: o Guia do Mochileiro das Galáxias.


UFAAA!!! Bom, espero que você também fique com vontade de cair na estrada depois disso mas antes deixe o nome de filmes que vc curtiu tb !!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Não Entendo



Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.


(Clarice Lispector)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"A Day in the Life" - Show do Paul McCartney


Sonhos são assim...vc tem e não precisa de nenhuma explicação plausivel para eles... Talvez a felicidade esteja ligada a nossa capacidade de realizar sonhos, sejam eles nossos ou de outro alguém. Hoje posso dizer que realizei um sonho e vi o sonho de pessoas muito queridas, como  meus pais, irmãs e amigos sendo realizado. Pode parecer um sonho besta mas ver Paul McCartney ao vivo era um deles. Um sonho que nasceu na infância quando escutava meu pai ouvindo seus "discos" dos Beatles e do John Lennon, Paul...

Paul entrou pontualmente às 21h30, num Morumbi lotado e com uma noite de primavera extremamente agradável. Quando as luzes se apagaram, Paul veio ao palco cantando "Venus and Mars" e a sua letra era como um prenúncio do que seria essa noite "Sitting in the stand of the sports arena. Waiting for the show to begin. Red lights, green lights, strawberry wine, A good friend of mine, follows the stars. Venus and mars... Are alright tonight." Sim Paul "We are alright tonight" e uma lua cheia imensaaa nos fazia enlouquecer quando olhavamos para o céu. Pronto, todas as estrelas e a lua seriam testemunhas do que seria este show.

Logo depois veio "Rock Show" e explosiva "Jet" trazia  mais expectativa do que seria essa noite e já fazia todos dançarem e antes mesmo que a gente conseguisse recuperar o fôlego veio "All my love" e todos cantavam.

Pronto, o show realmente havia começado!
Muitos fãs, que estavam lá, assim como eu nasceram depois que os Beatles já haviam se separado e como explicar tamanha euforia por uma banda que nem fez parte da nossa geração? Pais, filhos, avós, gerações unidas pela música e um sonho...

"Letting go" foi o som escolhido para a próxima música e depois veio "Drive my car" outro grande sucesso que fez todos nós dançarmos "Yes, I'm gonna be a star...Beep beep'm beep beep yeah"

Conseguimos respirar entre "Highway" e "Let Me Roll It / Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)" e foi quando olhei no relógio e já havia passado uma hora de show. Sim, o tempo é relativo como diria Einstein e ele voou antes mesmo que eu pudesse dar conta do que era a imensidão de sentimentos daquele momento. Paul estava no piano e começou "The Long and Winding Road", outro grande sucesso dos Beatles e depois veio "Nineteen Hundred and Eighty-Five" e "Let 'Em In", "My Love" música que ele escreveu para sua falecida esposa, Linda.

Vieram "I've Just Seen A Face", "And I Love Her" e quando Paul no violão começou os primeiros acordes de "Blackbird" chorei cantando o refrão "Blackbird singing in the dead of the night, Take these broken wings and learn to fly, All your life...You were only waiting for this moment to arive."

Sim "All your life. Your were only waiting for this moment to arive". Sim, nós só estávamos esperando este momento chegar e ele havia chegado. E cada um olhava para a multidão, para os detalhes a sua maneira, construindo suas lembranças... "Here Today" foi a sua homenagem a John, feito para uma plateia comovida e aplausos e mais aplausos....

"Dance tonight" trouxe um toque de irreverência e um Paul brincado com outros instrumentos como um bandolim....Logo depois a dançante "Mrs Vandebilt" e quando menos esperava "Eleanor Rigby", que para mim é uma das músicas mais lindas dos Beatles. "All the lonely people, where do they all come from? All the lonely people, where do they all belong?" Eu cantava e cantava....

"Something" foi a escolhida para homenagear George Harrison e imagens dele passavam no telão... "Sing the Changes" e logo depois uma das minhas favoritas da carreira solo de Paul "Band on the Run"....

"Ob-La-Di, Ob-La-Da" e "Back in the U.S.S.R." abriram a sequência mais emocionante do show e colocaram a galera para dançar novamente....."I've Got a Feeling" foi a próxima e quando chegou no refrão  "Everybody had a hard year. Everybody had a good time. Everybody had a wet dream. Everybody saw the sunshine. Oh yeah, Oh yeah. Oh Yeah."

Sim "Everybody had a hard year" e "Everybody had a good time". Era como se 2010 terminasse ali. Nada seria mais emocionante e não importava como havia sido este ano, ele fecharia como um dos melhores das nossas vidas. Porém a sequência de "Paperback Writer" e "A Day in the Life/Give Peace a Chance"  e foi quando o estádio inteiro levantou balões brancos, fazendo daquele um  momento histórico!!

Sim, quase 70 mil pessoas cantando juntas e quando Paul começa os primeiros acordes de "Let in Be".
 as luzes se apagaram e todos cantaram. "Let it be, let it be. Let it be, let it be."  e assim seria o nosso sonho.... Fogos de artifício para a explosiva "Live and Let Die"....."But if this ever-changing world in which we live in, Makes you give in and cry. Say live and let die..."

Sim, esse mundo louco que vivemos nos faz render e chorar. Mas viva e deixe morrer!!!! Era o que dizia a maior estrela do Rock viva... Sim e estávamos ali vivendo... Foi quando veio "Hey Jude" uma das músicas mais executadas da turnê e um coro extensivo "Na, na na na na na, na na na, Hey Jude. Na, na na na na na, na na na, Hey Jude....Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na."

Todos cantavam quando Paul deixou o palco.... e logo voltou para a sequência de "Day Tripper", "Lady Madonna" e a dançante "Get Back" e eu, meu pai, irmãs e amigos já não cantavam e sim gritavam "Get back, get back, get back to where you once belonged." e veio na sequência "Yesterday" e sabiamos que o show estava terminando em breve e Paul perguntava se queriamos mais...Sim, queriamos muito mais mesmo já exaustos e extasiados! Queriamos que aquele momento nunca acabasse e cada um se agarrava como podia ao sonho....

Para finalizar veio uma versão eletrizante de "Helter Skelter" e a música título de um do álbuns mais revolucionários da música "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" e foi quando começou "The End" e era sua última canção. Neste momento sabíamos que o show terminaria ali....

"And in the end, The love you take Is equal to The love you make" Paul vai terminando o show e a frase fica como uma sentença que carregaremos para nossas vidas.....

Paul se despede. As luzes se acendem....todo se olham como se não acreditassem no que viveram e vão deixando o estádio... Neste momento o público ainda querendo prolongar mais o sonho sai cantando em coro...."Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na naaaaaaaaa. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na naaaaaaaaaaaaa."

Por último gostaria de agradecer aqueles que fizeram deste momento único na minha vida....Minha família, os amigos de meus pais, Suzy e PC e meus queridos Edy, Kadu e Thays...

Sim, Paul McCartney Estádio do Morumbi, 21 de Novembro de 2010. Nós estavamos lá!!

Ps. Em breve fotos nossas para ilustrar :-).

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Monet

"Les Nymphéas - Musée l´Orangerie"

Claude Monet nasceu em Paris, na França, em 1840. Quando era criança mudou-se de Paris com a família para uma cidade próxima. Retornando a Paris já adulto, quando já havia planos de ser pintor.

Porém o serviço militar interrompeu seus estudos e quano voltou a estudar  conheceu Sisley, Renoir e Bazille. Juntamente com estes mais tarde formaria o grupo dos Impressionistas.

Juntos realizaram em 1874 uma mostra que também contou com a presença de Boudin, Pissaro, Cézanne entre outros.

Porém, a mostra não foi bem aceita e o nome "Impressionistas" veio da crítica a um quadro de Monet chamado "Impressão: O sol se levanta". Segundo os críticos os quadros não passavam de um rascunho, uma primeira "impressão".

Monet, sem conseguir vender seus quadros, vivia em absoluta pobreza e alguns anos depois durante a guerra contra a Prússia se refugiaria na Inglaterra para não ter que se alistar.

Com o fim da guerra, Monet retorna à França, indo morar em Argenteuil. A derrota da França dá início a um período de instabilidade política que marca o fim do império.

Em 1876 Monet conhece Ernest Hoschedé  que organiza a segunda mostra de Impressionistas onde se juntaram também Manet, Degas entre outros. Porém, novamente foi um fracasso. O movimento impressionista só começou a ganhar força alguns anos mais tarde em 1878, quando começam a surgir as primeiras críticas favoráveis ao movimento. Com isso, o prestígio de Monet começa a crescer e no ano seguinte Durand-Ruel realizou com sucesso uma exposição dos impressionistas em Nova York.

Depois de ter experimentado anos de extrema pobreza, Monet começava a prosperar. Em 1883 muda-se para Giverny e dar se ínicio a uma nova fase tanto na sua vida como na carreira.

Em Giverny, cuidar do jardim torna-se um passatempo preferido e fonte de inspiração para muitos dos seus quadros, principalmente a série Les Nymphéas, que seria posteriormente doadas ao governo francês.
Com a visão mais debilitada, seus quadros passam para uma fase mais abstrata.  Em 5 de Dezembro de 1926 morre, em Giverny.

Recentemente estive no Museu l´Orangerie e pude ver pessoalmente "Les Nymphéas". A série ocupa duas salas ovais feitas exclusivamente para receber tais telas. São lindas e você pode sentar no centro da sala e ficar horas admirando o jardim...

Eu recomendo quem vai a Paris visitar o Museu L´Orangerie, que conta com telas também de Picasso, Gaugin dentre outros. Trata-se de um museu pequeno localizado no "Jardins  de Tuileries" (que prometo um post só para ele) e próximo ao "Place de La Concorde" (local onde os reis da França foram guilhotinados e também terá um post só para ele).

Os quadros de Monet hoje fazem parte do conhecimento do grande público, sempre atraem expectadores e são temas de grandes exposições. Embora eu não seja uma grande conhecedora do Impressionismo e de Monet, sempre vale a pena admirar...

Porém, "Les Nymphéas" é algo sensacional, tanto pelo tamanho das obras como pela sua beleza e acho que o impressionismo fica mais "impressionante".












segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Zurique

Zurique e o Rio Limmat ao fundo a Igreja Fraumüster

Zurique na Suiça, é uma amostra do melhor do estilo suiço. A cidade é cortada pelo Rio Limmat, que é incrívelmente limpo. No verão, as pessoas aproveitam o lago como balneário.

Quem está disposto a fazer turismo em Zurique deve se preparar para gastar. Considerada como um dos centros financeiros da Europa, a cidade é cara para turistas, sejam eles de qualquer parte do mundo. Tanto que no seu guia turistico tem algo escrito como; "seja bem vindo a uma das cidades mais caras do mundo", ou seja, prepare-se para desembolsar alguns bons francos...

Embora não seja um destino turístico, a cidade tem boas atrações e algumas até gratuítas como o museu de arte de Zurique; Kunsthaus, que não cobra entrada para a coleção permanente e possui obras de artistas importantes como o suíço Alberto Giacometti e outros bem conhecidos como Picasso, Cézanne, Van Gogh, Monet e Munch.

Outro passeio gratuito é a igreja Fraumünster e os vitrais criados por Marc Chagall.  Vale a pena e são lindos!!!

Quem estiver disposto a gastar pode passear pela avenida Banhofstrasse e parar na confeitaria Sprüngli.

Durante a noite, os bares próximos ao lago, ficam iluminado proporcionando uma bela imagem.

Não deu tempo de conhecer outros lugares da Suiça mas deu para conferir que a terra dos chocolates, canivetes e relógios é um verdadeiro charme.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Não Sei Quantas Almas Eu Tenho

Fernando Pessoa


Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.

Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;

Assisto à minha passagem,

Diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.



Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.

O que segue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li

O que julguei que senti.

Releio e digo : "Fui eu ?"

Deus sabe, porque o escreveu.