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terça-feira, 6 de março de 2012

Uma noite de Tango



Eu nunca havia assistido um show de tango. Recebi com entusiasmo dois convites para uma noite típica de tango argentino. Porque não? A escolha não poderia ter sido melhor! No dia 24 de fevereiro pude assistir essa orquestra que esteve presente no Auditório Ibirapuera pela terceira vez. 

Com uma formação típica de orquestra de tango (Quatro bandoneóns, três violinos, viola, violocelo, contra baixo, piano e cantor) mas ao mesmo tempo com uma atitude particular baseada na sua potente maneira de sentir e interpretar com poesia e agressividade o tango, se organiza a Orquestra Típica Fernández Fierro. Integram seu repertório arranjos novos e tangos tradicionais e tangos próprios, compostos por alguns de seus jovens integrantes. 

Nascida em 2001, a OTTF se organiza de forma cooperativa: edita seus discos de maneira independente e administra seus próprio clube, o CAFF (Clube Atlético Fernandez Fierro, Sánchez de Bustamante 764, no bairro portenho de Abasto). Nele se apresentam os mais reconhecidos grupos da cena alternativa sul-americana.

Seus trabalhos discográficos se iniciaram em 2002 com "Envasado en Origen", na foram produzidos mais de 6 trabalhos incluindo DVDs e CDs. Com arranjos bastante personalizados e seus tangos próprios e fortes, seus trajes coloridos e seu compromisso social, a Orquestra vem renovando radicalmente a imagem decaída dos espetáculos de tango de Buenos Aires. (Texto do folder no Auditório Ibirapuera). 

Eu gostei muito do que assisti, uma apresentação intensa, uma orquestra com músicos carismáticos e uma música intensa. Para finalizar, a noite argentina fui surpreendida com um jantar no Restaurante 348 um restaurante argentino, localizado num casarão do bairro do Higienópolis, a casa serve pratos típicos Argentinos como os tradicionais bifes de chorizo, papas, ojo de bife e vinhos argentinos feitos em Mendoza como os saboroso malbec "Alto de las hormigas". Para sobremesa a minha recomendação são as deliciosas panquecas com doce de leite e sorvete de creme. 

Uma noite perfeita com uma excelente companhia, músicas, vinhos e boa comida. Programa recomendado para todos os públicos, fica a dica para algo diferente. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma Noite no Studio SP


Ao olhar post antigos percebi que faz tempo que não escrevo sobre os lugares que frequento. Por isso resolvi escrever sobre o Studio SP. A casa fica localizada na região da Baixa Augusta.
A Rua Augusta talvez seja o lugar mais democrático de Sampa. Nela vc pode encontrar todas as tribos, sujeitos convivendo ou melhor coabitando os mesmos lugares.Eu tive o prazer de morar por alguns anos na Antonio Carlos, rua que corta a Augusta e pude andar muito por ali.

Porém, semana passada fui no Studio SP e assisti a Miranda Kassin. Com uma voz sensacional e uma presença de palco invejável com certeza trata-se de um dos excelentes cover da Amy. Mas a Miranda é sinônimo de música boa a noite inteira e o repertório vai além com composições dos Beatles, Lou Reed, Rolling Stones...etcs.

A casa é bem confortável e sua decoração bem Augusta com grafites e paredes pretas. Para quem gosta do clima alternativo cult é uma boa pedida. O ponto alto é a Stella Atois gelada mas fique longe das caipirinhas pois não são muito saborosas. O mesmo posso dizer dos drinques.

Mas vale a pena curtir uma noite por lá com certeza boa música e uma atmosfera curiosa vc vai encontrar e isso já é uma diversão. Dica: Chegue cedo ou compre seu ingresso antes!

STUDIO SP ESPAÇO CULTURAL LTDA

Rua Augusta, 591
CEP: 01305-000 - São Paulo
Tel/Fax: (55 11) 3129-7040
E-mail: studiosp@studiosp.org

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Meia Noite em Paris (Midnight in Paris)


(2011 - Direção Woody Allen).


Woody Allen é um diretor consagrado. Porém, considero sua obra heterogênea. Existem filmes excelentes como "Match Point", divertidos e despretensiosos como "Vicky, Cristina Barcelona" outros não tão bons como "Você vai conhecer o homem dos seus sonhos".

Mas acho que em "Meia Noite em Paris" Woody conseguiu com um filme divertido e interessante declarar todo o amor que Paris merece.

No filme o casal Owen Wilson (Gil) é um roteirista de Hollywood desiludido, prestes a se casar com a americana Inez (Rachel McAdams) enquanto escreve seu primeiro romance. O casal está em Paris acompanhando os pais da noiva em um negócio e Gil se derrete de amores pela cidade enquanto Inez se deixa seduzir por um amigo pedante e casado.

Gil numa passagem inverossímel retorna à Paris dos anos 1920 e passa a conviver com Gertrude Stein, Scott e Zelda Fitzgerald, Hemingway, Dali,  Picasso, Buñuel, Man Ray, Cole Porter.

O filme faz piadas inteligentíssimas quando Gil dança com Djuna Barnes e diz que não se impressionou pelo fato dela querer liderar. Ele antecipa o roteiro de “O Anjo Exterminador” para Buñuel, que não o não entende e se questiona: “Por que as pessoas ficam presas na casa?” e Gil responde que ele vai saber responder isso. O filme é cheio de passagens divertidas por exemplo no encontro com Dali e os surrealistas e ainda cita frases de Hemingway para o próprio.

Mais do que isso, o filme questiona qual seria a verdadeira idade de ouro de Paris quando ele retorna ainda mais no tempo para a "Bella Epoque" sentando no Moulin Rouge com Toulouse-Lautrec, Gauguin e Degas.

O filme passa pelas muitas "Paris" do imaginário coletivo, Paris de dia é tão linda como a Paris a noite, que no final das contas são cidades diferentes. Na verdade, o filme me surpreendeu porque conseguiu terminar com um questionamento de que o cotidiano com as suas mazelas sempre nos fazem querer remeter a um tempo que não é nosso e uma mensagem que muitas vezes nos esquecemos  que é "Carpe Diem" e aproveite Paris na chuva que é tão linda quanto as outras.


Escrevi pouco sobre Paris mas quando estive lá fiz questão de passear Montmartre, Saint-German, Montparnasse, La Marrais, e estive pessoalmente no Deux Magots e Polidor.

Quem já teve a oportunidade de visitar Paris sabe que o filme é um prato cheio. Paris aos amantes da boa literatura, pintura, música e todas as outras artes sempre foi uma meca. Andar por Paris e suas ruas é se inspirar e ser inspirado por cada detalhe. Pois no final das contas quem está disposto a conhecer Paris acaba se sentindo como Gil.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

1001 Listas para se fazer antes de morrer...




O que era uma ideia simples virou uma febre editorial e consequentemente uma angústia mundial. Eu estou falando das publicações do tipo "1001 alguma coisa que vc precisaaaaa muito fazer antes de morrer para que a sua alma descanse em paz e não precise reencarnar". Neste caso o título não é nenhuma publicação do Vaticano embora acredito que ele um dia poderia lançar algo como "1001 Orações para você fazer antes de morrer (e poder continuar vivendo)".

Do gigante universo das listas, resolvi hoje falar sobre elas e colocar os links para que cada um possa ter acesso as listas e fazer quem sabe as suas....

A primeira e mais famosa das listinhas é sem dúvidas "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer". Acho que das listas é a mais fácil de digamos "completar". O legal desta lista é que vc pode ter um "panorama" da música através das décadas e serve como base para  buscar outras discografias...

Outra lista que agora circula é "1001 Livros para Ler Antes de Morrer" A lista é uma adaptação da lista portuguesa. Eu como sou fanática por livros não pude deixar de dar uma conferida. Porém, nesta lista acho que faltaram livros como "Grande Sertão: Veredas - Guimarães Rosa" e "Primeiras Estórias" do mesmo autor que são livros fantásticos. Eu sinceramente prefiro a lista da Folha com os "Cem melhores romances do Século XX"

Para quem gosta de vinhos também tem a lista "1001 Vinhos para Beber Antes de Morrer". Essa lista é bem perigosa, pois você pode ter uma cirrose quando chegar no 990... Mas tem boas dicas de vinhos e conta a história de muitos lugares que produzem a bebida.

Como não poderia faltar, tem "1001 Filmes para Ver Antes de Morrer". Eu sinceramente fugiria de "Cidadão Kane" para continuar vivendo! Até hoje eu não consigo entender como alguém gosta deste filme...rs

Ainda, fazendo a lista das listas, tem a de "1001 Lugares para Conhecer Antes de Morrer" e uma bem humorada "1001 Coisas para te irritar antes de Morrer"....

Bom, eu sinceramente não sou muito fã de publicações deste tipo. Não sou muito adepta de listas, regras ou conselhos... Eu gosto de tudo que poderia estar nestas listas como viajar, ouvir música, ler, assistir filme, tomar vinhos e comer que está na outra lista "1001 comidas para provar antes de morrer".
Mas meu desejo e curiosidade não tem regras e prefiro experimentar com base no meu desejo de conhecer algo novo...

Mas como a regra é lista resolvi traçar um lista com "10 coisas que gosto na minha vida" e "10 coisas para dizer as pessoas"...

E você? Qual a sua lista preferida?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Monet

"Les Nymphéas - Musée l´Orangerie"

Claude Monet nasceu em Paris, na França, em 1840. Quando era criança mudou-se de Paris com a família para uma cidade próxima. Retornando a Paris já adulto, quando já havia planos de ser pintor.

Porém o serviço militar interrompeu seus estudos e quano voltou a estudar  conheceu Sisley, Renoir e Bazille. Juntamente com estes mais tarde formaria o grupo dos Impressionistas.

Juntos realizaram em 1874 uma mostra que também contou com a presença de Boudin, Pissaro, Cézanne entre outros.

Porém, a mostra não foi bem aceita e o nome "Impressionistas" veio da crítica a um quadro de Monet chamado "Impressão: O sol se levanta". Segundo os críticos os quadros não passavam de um rascunho, uma primeira "impressão".

Monet, sem conseguir vender seus quadros, vivia em absoluta pobreza e alguns anos depois durante a guerra contra a Prússia se refugiaria na Inglaterra para não ter que se alistar.

Com o fim da guerra, Monet retorna à França, indo morar em Argenteuil. A derrota da França dá início a um período de instabilidade política que marca o fim do império.

Em 1876 Monet conhece Ernest Hoschedé  que organiza a segunda mostra de Impressionistas onde se juntaram também Manet, Degas entre outros. Porém, novamente foi um fracasso. O movimento impressionista só começou a ganhar força alguns anos mais tarde em 1878, quando começam a surgir as primeiras críticas favoráveis ao movimento. Com isso, o prestígio de Monet começa a crescer e no ano seguinte Durand-Ruel realizou com sucesso uma exposição dos impressionistas em Nova York.

Depois de ter experimentado anos de extrema pobreza, Monet começava a prosperar. Em 1883 muda-se para Giverny e dar se ínicio a uma nova fase tanto na sua vida como na carreira.

Em Giverny, cuidar do jardim torna-se um passatempo preferido e fonte de inspiração para muitos dos seus quadros, principalmente a série Les Nymphéas, que seria posteriormente doadas ao governo francês.
Com a visão mais debilitada, seus quadros passam para uma fase mais abstrata.  Em 5 de Dezembro de 1926 morre, em Giverny.

Recentemente estive no Museu l´Orangerie e pude ver pessoalmente "Les Nymphéas". A série ocupa duas salas ovais feitas exclusivamente para receber tais telas. São lindas e você pode sentar no centro da sala e ficar horas admirando o jardim...

Eu recomendo quem vai a Paris visitar o Museu L´Orangerie, que conta com telas também de Picasso, Gaugin dentre outros. Trata-se de um museu pequeno localizado no "Jardins  de Tuileries" (que prometo um post só para ele) e próximo ao "Place de La Concorde" (local onde os reis da França foram guilhotinados e também terá um post só para ele).

Os quadros de Monet hoje fazem parte do conhecimento do grande público, sempre atraem expectadores e são temas de grandes exposições. Embora eu não seja uma grande conhecedora do Impressionismo e de Monet, sempre vale a pena admirar...

Porém, "Les Nymphéas" é algo sensacional, tanto pelo tamanho das obras como pela sua beleza e acho que o impressionismo fica mais "impressionante".












segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Zurique

Zurique e o Rio Limmat ao fundo a Igreja Fraumüster

Zurique na Suiça, é uma amostra do melhor do estilo suiço. A cidade é cortada pelo Rio Limmat, que é incrívelmente limpo. No verão, as pessoas aproveitam o lago como balneário.

Quem está disposto a fazer turismo em Zurique deve se preparar para gastar. Considerada como um dos centros financeiros da Europa, a cidade é cara para turistas, sejam eles de qualquer parte do mundo. Tanto que no seu guia turistico tem algo escrito como; "seja bem vindo a uma das cidades mais caras do mundo", ou seja, prepare-se para desembolsar alguns bons francos...

Embora não seja um destino turístico, a cidade tem boas atrações e algumas até gratuítas como o museu de arte de Zurique; Kunsthaus, que não cobra entrada para a coleção permanente e possui obras de artistas importantes como o suíço Alberto Giacometti e outros bem conhecidos como Picasso, Cézanne, Van Gogh, Monet e Munch.

Outro passeio gratuito é a igreja Fraumünster e os vitrais criados por Marc Chagall.  Vale a pena e são lindos!!!

Quem estiver disposto a gastar pode passear pela avenida Banhofstrasse e parar na confeitaria Sprüngli.

Durante a noite, os bares próximos ao lago, ficam iluminado proporcionando uma bela imagem.

Não deu tempo de conhecer outros lugares da Suiça mas deu para conferir que a terra dos chocolates, canivetes e relógios é um verdadeiro charme.

sábado, 2 de outubro de 2010

Get Back to Where You Once Belonged


"A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa. Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
 Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"

Deixo aqui a citação de Mario Quintana, pois viajar é muito bom sempre!

sábado, 13 de junho de 2009

Um refúgio para chamar de seu...



Cada um merece um refúgio para chamar de seu. Um lugar que você se encontre e este lugar encontre você. Que te faça viver tudo num segundo e um segundo de tudo.

Hoje voltei para a Laje de Santos, um lugar que tanto sonhei e tanto me fez ser quem eu sou. A Pedra Mágica como é conhecida carinhosamente é um rochedo de 550 m no meio do Oceano Atlântico. Um dia perceberam sua importância e criaram o primeiro parque marinho do Estado de São Paulo. Na pedra são encontradas cores, formas e sons que poderiam nos deixar lisérgicos num primeiro momento.

Talvez os mais belos templos construídos pelo homem, não sejam capaz de trazer a contemplação, paz e harmonia que podemos encontrar lá e em silêncio podemos escutar a nossa respiração e o som do mar. Sim, o mar possui sons únicos que só um bom ouvinte pode identificar.

Alegrias, medos, inspirações, saudades, amor, euforia, sentimentos tão contraditórios e complexos veem a tona quando submergimos. Ao fazermos o caminho inverso da superfície, nos entregamos a Netuno e percebemos como somos pequenos e frágeis, quase insignificantes mas mesmo assim parte do todo numa grande teia, chamada vida.

Quando pensamos nessa grande teia nos sentimos poderosos para acreditar que podemos mudar, sejam as nossas vidas, a vida das pessoas que amamos. Dá forças para lutar por um mundo melhor.

Ao mergulhar, voltamos as nossas origens pois tudo o que precisamos é de ar e água. Voltamos as nossas necessidades e porque não felicidades mais simples.
A Pedra Mágica uniu pessoas, fazendo-as sonharem juntas e buscarem o melhor dentro delas. Muitas passaram mas deixaram suas contribuições, outras chegam e sempre chegarão para juntar esforços.

Depois de um mergulho, me dispeço novamente da Laje dos Sonhos, sabendo que novamente voltarei. Saio feliz e com a certeza que é um santuário de sonhos, um lugar testemunha de que sonhos podem ser realizados.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Angola


Parque Nacional da Kissama

Eu demorei muito tempo para postar algo sobre Luanda porque talvez esteja até agora aprendendo sobre o que foi vivenciar tudo aquilo. Ao som de Zeca Baleiro que dizia "Meu amor não vá para Luanda" eu fui para Angola.

Após extensas pesquisas sobre o país que foi dizimado pela guerra da Independência que terminou em 1975 e após isso uma guerra cívil eu pude visitar e ver de perto o que é a realidae de uma guerra num país que conhece ainda tão pouco a paz.

Ainda podemos ver sinais da guerra como um forte militarismo, tanques enferrujando nas ruas e pessoas aleijadas pelas minas terrestres. Um país com digamos tudo para ser feito. Seja em infra estrutura, saúde pública, leis...

Eu conheci lugares lindos, que sofrem a pressão do desenvolvimento com invasões, explorações ilegais e outras coisas.

Nãó é só a língua que nos aproxima do angolano, outras coisas como o famoso "jeitinho brasileiro" lá pode ser chamado de "jeitinho angolano". Mas também pude perceber semelhanças nas coisas boas, trata-se de um povo acolhedor, alegre e esperançoso.

Os angolanos quando querem se despedir de alguém dizem "Tamo junto" e foi com esse sentimento que parti de Angola. "Tamu junto" ligados por laços culturais, passado e com a esperança de que podemos construir um mundo melhor.