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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sólo quiero saber lo que puede dar cierto...





É chegado o momento da vida que " Sólo quiero saber lo que puede dar cierto, no tengo tiempo a perder"... Por isso, a versão que mais gosto dessa música, com o poema de Pablo Neruda que compõe essa versão...

Go Back (Versão em espanhol) - Titãs

"Aunque me llames
Aunque vayamos al cine
Aunque reclames
Aunque ese amor no camine
Aunque eran planes y hoy yo lo siento
Si casi nada quedó
Fue sólo um cuento
Fue nuestra historia de amor
Y no te voy a decir si fue lo mejor
Pues
Sólo quiero saber lo que puede dar cierto

No tengo tiempo a perder

Ya no se encantarán mis ojos en tus ojos
Ya no se endulzará junto a ti mi dolor
Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada
Y hacia donde camines llevarás mi dolor
Fui tuyo, fuiste mía
¿Qué más? Juntos hicimos un recuerdo en la ruta donde el amor pasó
Fui tuyo, fuiste mía.

Tú serás del que te ame
Del que corte en tu huerto lo que he sembrado.
Me voy, Estoy triste.
Pero siempre estoy triste.
Vengo desde tus brazos.
No sé hacia donde voy.

...Desde tu corazón me dice adiós un niño y yo le digo adiós."

Farewell - Pablo Neruda

"Desde el fondo de ti, y arrodillado,
un niño triste como yo, nos mira.

Por esa vida que arderá en sus venas
tendrían que amarrarse nuestras vidas.

Por esas manos, hijas de tus manos,
tendrían que matar las manos mías.

Por sus ojos abiertos en la tierra
veré en los tuyos lágrimas un día.

Yo no lo quiero, Amada.
Para que nada nos amarre
que no nos una nada.

Ni la palabra que aromó tu boca,
ni lo que no dijeron tus palabras.

Ni la fiesta de amor que no tuvimos,
ni tus sollozos junto a la ventana.

Amo el amor de los marineros
que besan y se van.

Dejan una promesa.
No vuelven nunca más.

En cada puerto una mujer espera:
los marineros besan y se van.

(Una noche se acuestan con la muerte
en el lecho del mar.)

Amo el amor que se reparte
en besos, lecho y pan.

Amor que puede ser eterno
y puede ser fugaz.

Amor que quiere libertarse
para volver a amar.

Amor divinizado que se acerca
Amor divinizado que se va.

Ya no se encantarán mis ojos en tus ojos,
ya no se endulzará junto a ti mi dolor.

Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada
y hacia donde camines llevarás mi dolor.

Fui tuyo, fuiste mía. ¿Qué más? Juntos hicimos
un recodo en la ruta donde el amor pasó.

Fui tuyo, fuiste mía. Tú serás del que te ame,
del que corte en tu huerto lo que he sembrado yo.

Yo me voy. Estoy triste: pero siempre estoy triste.
Vengo desde tus brazos. No sé hacia dónde voy.

...Desde tu corazón me dice adiós un niño.
Y yo le digo adiós."






terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Arte de Amar


(Manuel Bandeira)

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.

Só em Deus — ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Os Ombros Suportam o Mundo

Atlas, personagem grego.

 
(Carlos Drummond de Andrade)

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"A Day in the Life" - Show do Paul McCartney


Sonhos são assim...vc tem e não precisa de nenhuma explicação plausivel para eles... Talvez a felicidade esteja ligada a nossa capacidade de realizar sonhos, sejam eles nossos ou de outro alguém. Hoje posso dizer que realizei um sonho e vi o sonho de pessoas muito queridas, como  meus pais, irmãs e amigos sendo realizado. Pode parecer um sonho besta mas ver Paul McCartney ao vivo era um deles. Um sonho que nasceu na infância quando escutava meu pai ouvindo seus "discos" dos Beatles e do John Lennon, Paul...

Paul entrou pontualmente às 21h30, num Morumbi lotado e com uma noite de primavera extremamente agradável. Quando as luzes se apagaram, Paul veio ao palco cantando "Venus and Mars" e a sua letra era como um prenúncio do que seria essa noite "Sitting in the stand of the sports arena. Waiting for the show to begin. Red lights, green lights, strawberry wine, A good friend of mine, follows the stars. Venus and mars... Are alright tonight." Sim Paul "We are alright tonight" e uma lua cheia imensaaa nos fazia enlouquecer quando olhavamos para o céu. Pronto, todas as estrelas e a lua seriam testemunhas do que seria este show.

Logo depois veio "Rock Show" e explosiva "Jet" trazia  mais expectativa do que seria essa noite e já fazia todos dançarem e antes mesmo que a gente conseguisse recuperar o fôlego veio "All my love" e todos cantavam.

Pronto, o show realmente havia começado!
Muitos fãs, que estavam lá, assim como eu nasceram depois que os Beatles já haviam se separado e como explicar tamanha euforia por uma banda que nem fez parte da nossa geração? Pais, filhos, avós, gerações unidas pela música e um sonho...

"Letting go" foi o som escolhido para a próxima música e depois veio "Drive my car" outro grande sucesso que fez todos nós dançarmos "Yes, I'm gonna be a star...Beep beep'm beep beep yeah"

Conseguimos respirar entre "Highway" e "Let Me Roll It / Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)" e foi quando olhei no relógio e já havia passado uma hora de show. Sim, o tempo é relativo como diria Einstein e ele voou antes mesmo que eu pudesse dar conta do que era a imensidão de sentimentos daquele momento. Paul estava no piano e começou "The Long and Winding Road", outro grande sucesso dos Beatles e depois veio "Nineteen Hundred and Eighty-Five" e "Let 'Em In", "My Love" música que ele escreveu para sua falecida esposa, Linda.

Vieram "I've Just Seen A Face", "And I Love Her" e quando Paul no violão começou os primeiros acordes de "Blackbird" chorei cantando o refrão "Blackbird singing in the dead of the night, Take these broken wings and learn to fly, All your life...You were only waiting for this moment to arive."

Sim "All your life. Your were only waiting for this moment to arive". Sim, nós só estávamos esperando este momento chegar e ele havia chegado. E cada um olhava para a multidão, para os detalhes a sua maneira, construindo suas lembranças... "Here Today" foi a sua homenagem a John, feito para uma plateia comovida e aplausos e mais aplausos....

"Dance tonight" trouxe um toque de irreverência e um Paul brincado com outros instrumentos como um bandolim....Logo depois a dançante "Mrs Vandebilt" e quando menos esperava "Eleanor Rigby", que para mim é uma das músicas mais lindas dos Beatles. "All the lonely people, where do they all come from? All the lonely people, where do they all belong?" Eu cantava e cantava....

"Something" foi a escolhida para homenagear George Harrison e imagens dele passavam no telão... "Sing the Changes" e logo depois uma das minhas favoritas da carreira solo de Paul "Band on the Run"....

"Ob-La-Di, Ob-La-Da" e "Back in the U.S.S.R." abriram a sequência mais emocionante do show e colocaram a galera para dançar novamente....."I've Got a Feeling" foi a próxima e quando chegou no refrão  "Everybody had a hard year. Everybody had a good time. Everybody had a wet dream. Everybody saw the sunshine. Oh yeah, Oh yeah. Oh Yeah."

Sim "Everybody had a hard year" e "Everybody had a good time". Era como se 2010 terminasse ali. Nada seria mais emocionante e não importava como havia sido este ano, ele fecharia como um dos melhores das nossas vidas. Porém a sequência de "Paperback Writer" e "A Day in the Life/Give Peace a Chance"  e foi quando o estádio inteiro levantou balões brancos, fazendo daquele um  momento histórico!!

Sim, quase 70 mil pessoas cantando juntas e quando Paul começa os primeiros acordes de "Let in Be".
 as luzes se apagaram e todos cantaram. "Let it be, let it be. Let it be, let it be."  e assim seria o nosso sonho.... Fogos de artifício para a explosiva "Live and Let Die"....."But if this ever-changing world in which we live in, Makes you give in and cry. Say live and let die..."

Sim, esse mundo louco que vivemos nos faz render e chorar. Mas viva e deixe morrer!!!! Era o que dizia a maior estrela do Rock viva... Sim e estávamos ali vivendo... Foi quando veio "Hey Jude" uma das músicas mais executadas da turnê e um coro extensivo "Na, na na na na na, na na na, Hey Jude. Na, na na na na na, na na na, Hey Jude....Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na."

Todos cantavam quando Paul deixou o palco.... e logo voltou para a sequência de "Day Tripper", "Lady Madonna" e a dançante "Get Back" e eu, meu pai, irmãs e amigos já não cantavam e sim gritavam "Get back, get back, get back to where you once belonged." e veio na sequência "Yesterday" e sabiamos que o show estava terminando em breve e Paul perguntava se queriamos mais...Sim, queriamos muito mais mesmo já exaustos e extasiados! Queriamos que aquele momento nunca acabasse e cada um se agarrava como podia ao sonho....

Para finalizar veio uma versão eletrizante de "Helter Skelter" e a música título de um do álbuns mais revolucionários da música "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" e foi quando começou "The End" e era sua última canção. Neste momento sabíamos que o show terminaria ali....

"And in the end, The love you take Is equal to The love you make" Paul vai terminando o show e a frase fica como uma sentença que carregaremos para nossas vidas.....

Paul se despede. As luzes se acendem....todo se olham como se não acreditassem no que viveram e vão deixando o estádio... Neste momento o público ainda querendo prolongar mais o sonho sai cantando em coro...."Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na naaaaaaaaa. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na naaaaaaaaaaaaa."

Por último gostaria de agradecer aqueles que fizeram deste momento único na minha vida....Minha família, os amigos de meus pais, Suzy e PC e meus queridos Edy, Kadu e Thays...

Sim, Paul McCartney Estádio do Morumbi, 21 de Novembro de 2010. Nós estavamos lá!!

Ps. Em breve fotos nossas para ilustrar :-).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Leu na VEJA? Azar Seu!


Faz tempo que sinto que preciso esclarecer porque eu não leio a VEJA. Embora no fundo eu acredito que ninguém com o mínimo discerimento precise ser esclarecido de porquê não ler a VEJA.
Mas é fato!! Eu não leio VEJA! Nem quando estou numa sala de espera...Se o link de uma reportagem e me redireciona para o site da VEJA, eu saio e não leio.

Quando ligam em casa me oferecendo 4,5 ou 6 semanas de VEJA de graça eu peço "peloamordeus" para não mandarem pois eu teria vergonha dos meus vizinhos.

Sinceramente? Não me interessa nada que seja publicado lá e nem as pessoas que publicam como Diogo Maniardi, Duda Morais e outros pseudos-intelectualóides da imprensa marrom brasileira discipulos do Arnaldo Jabor, em tempos, também não leio nada que o Arnaldo Jabor escreve...

Como eu sempre estou criticando a VEJA, acho que chegou o dia de esclarecer  do porquê não leio VEJA.

Eu adoro ler. Quando tinha 10 anos de idade, ganhei minha primeira assinatura de revista. Ao longo dos anos sempre pude experiementar o delicioso prazer de receber um jornal, livro ou revista em casa.
Um dia assinei a VEJA, estava fazendo vestibular e me disseram que me ajudaria na prova de redação.
Assim iniciou meu relacionamento com a VEJA, que toda semana chegava à minha porta.

Era um ritual, a revista chegava e corria p/ minha porta e abaixava para pegá-la. Ao longo do tempo, esse movimento de me curvar para pegar a revista me fazia crer que no fundo o que a VEJA queria era que eu me tornasse uma quadrúpede.

Não vou entrar na questão do projeto gráfico da revista que é péssimo, a quantidade imensa de anunciantes que se fossem tiradas a revista teria 1/3 do tamanho. Mas o que me desagradava na VEJA era que sempre tinha uma reportagem que me dava arrepios ou revoltava. Eu como leitora assídua,  escrevia para a revista. Lógico que nunca publicaram nada que eu mandei. Mas antes que o leitor desavisado ache que o meu ódio e repúdio a revista vem de uma mágoa de "blogueira ruim metida a jornalista-escritora" selecionei algumas capas para que cada um tire suas conclusões.

A VEJA e suas capas pseudo-artisticas pós-moderna:


1993-09-15
VEJA e a sua "releitura"de Rodin

Precisa comentar?
Não é de hoje, que a Revista explora grandes obras de arte para ilustrar suas matérias colaborando  para a formação cultural do brasileiro, que já pode chegar nos museus do mundo e falar "Ah, já vi essa obra na VEJA" e tirar sua fotinho que irá para o facebook. Mas "pseudo-intelectualidade" não pára só ai...Segundo a própria VEJA é possível dar opiniões sobre livros sem lê-los, ler pela metade e tudo isso dito por um "ensaista francês". Se alguém dúvida click aqui (Lembre-se: Este click será redirecionado para uma página da VEJA...)
VEJA e Magritte
Outra obsseção da revista é por dietas, qualidade de vida, novas tendências contra o envelhecimento, vida sexual e tudo mais relacionado a boa saúde. Nada contra isso, mas o tom de científico que a VEJA tenta dar é irritante. As reportagens tem a mesma profundidade (ou até menor) do que as revistas especializadas em "good health life stile" como "Boa Forma", "Saúde Já", etcs.


Capas da VEJA e dieta, saúde e bem estar

Fora isso, o tom de "jornalismo denuncismo apocalítico" me irrita. O Apocalipse virá logo e os jornalistas da VEJA são os tocadores das trombetas. Mas pela VEJA eu fico em dúvida se o mundo acabará numa catástrofe ambiental, se o sol vai explodir, a terra vai colidir com algum meteoro, uma super bactéria, nas mãos dos terroristas, por Fidel ou ainda pelo Lula. Em tempos achei uma capa que ilustra bem o que quero dizer.




Acho que demoraria uma semana para dizer o que é ruim na VEJA, mas diria que a sessão de "Frases da semana" ou citações é o resumo da estupidez humana. É como aqueles livros intitulados "Minutos de Sabedoria" ou seja, quem precisa de "minutos de sabedoria" não sei o que faz com o resto dos minutos de sua longa vida...

E as reportagem políticas?
 Ahh!!! Eu me pergunto como uma revista consegue ser tão tendenciosa? Será que as pessoas que escrevem tem coragem de olhar em casa no espelho? Conseguem deitar a cabeça no travesseiro e dormir de consciência limpa? Nem vou entrar no mérito delas, pq não tem algum...Mas  vão algumas capas.




Che, Serra (com os dizeres "Me preparei a vida inteira para ser presidente") e Lula




Fidel, FHC e Lula


As páginas amarelas, se alguém sabe me dizer porque elas são amarelas diga agora! Talvez porque classificados são amarelos e tem muita informação e nada de conteúdo ou ainda elas deviam ser "Páginas Marrom" fazendo uma referência a cor do material que a revista produz, ou ainda são amarelas devido a cor dos excrementos quando não estão em perfeita saúde... Muitas entrevistas  foram dadas naquelas páginas, muitas pessoas respeitáveis, talvez seja onde é possível de vez enquando encontrar algo que se preste.

Fora isso, o tom de denúncia e temas polêmicos como religião, crimes horríveis que chocaram e lógico o mundo das drogas que sempre é uma ameaça para as famílias como a VEJA gosta de mostrar e explorar o tema, sem ligar para privacidade, ética e comprometimento...
Capas da VEJA e as Drogas

Hoje o mundo vive uma falsa liberdade, uma falsa ética e digamos que uma falsa "era sem preconceito"... Porém, eu seria capaz de montar uma histórinha de como deveria ser a vida de uma mulher como eu, segundo a VEJA.

Uma vida ditada por VEJA
"Você mulher que está sozinha precisa urgentemente arranjar um companheiro, pois é coisa de fracassada ficar sozinha. Mas não se esqueça, lute com todas as armas nem que você tenha que fazer uma lipo para ficar gostosa e atender os padrões de beleza e estética. Case-se pois casar faz bem e você não quer ser uma solteirona fracassada né? Perdõe sempre, sejam as traições do marido que você arranjou porque precisava casar ou seja lá o que for. Mas além de ser uma boa esposa, você precisa ser uma boa mãe na sufocada classe média...Se tudo isso ainda te fizer infeliz??? AUTO AJUDA!!"

Eu não sou contra casamento, filhos, namoro. Mas acho que precisamos ser felizes e depois irmos em busca dos nossos sonhos e não só sermos felizes se acontecer isso ou aquilo. Não existem regras e se você acha que uma revista semanal vai trazer explicações e conselhos capazes de ditar como deve ser a sua vida, suas opiniões e percepções do mundo....Sinceramente? AZAR SEU!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Stomp


A percursão talvez seja o instrumento musical mais antigo de todos. O som é obtido através de impacto ou pressão... Embora batuques, maracás e atabaques sejam companheiros antigos da nossa civilização não pude deixar de me surpreender com o Stomp.

Stomp traduzindo significaria algo como "entrar fazendo barulho", "como um furacão" porém posso dizer que é muito mais do que isso. O Stomp vai em busca da musicalidade nas coisas do cotidiano como areia, sacos plásticos, vassouras, tambores, pneus, água...
Tudo pode ser melódico e orquestrado e que aos poucos com os elementos de palco, dança, cenografia, clown, teatro transforma-se numa peça do cotidiano....

Ver Stomp não é simplesmente assistir um show, é uma experiência sensitiva que vai de encontro com a sua habilidade de sentir coisas novas e descobrir novos prazeres. Mais do que isso, é uma mistura contemporânea que mostra que a humanidade ainda é capaz de se re-inventar.

A noite foi perfeita, o evento organizado pela Camila Vargas e sua equipe foi sensacional. Tudo organizado nos mínimos detalhes como prosseco na temperatura ideal, coca-cola geladíssima, foto de lembrança como brinde e uma lua tão linda que parecia cenografia....

sábado, 31 de julho de 2010

O que será (à flor da pele)



Chico Buarque

O que será que me dá?
Que me bole por dentro, será que me dá?
Que brota à flor da pele, será que me dá?
E que me sobe às faces e me faz corar.
E que me salta aos olhos a me atraiçoar.
E que me aperta o peito e me faz confessar.
O que não tem mais jeito de dissimular.
E que nem é direito ninguém recusar.
E que me faz mendigo, me faz suplicar.
O que não tem medida, nem nunca terá?
O que não tem remédio, nem nunca terá?
O que não tem que será que será.

Que dá dentro da gente e que não devia?
Que desacata a gente, que é revelia.
Que é feito uma aguardente que não sacia.
Que é feito estar doente de uma folia.
Que nem dez mandamentos vão conciliar.
Nem todos os unguentos vão aliviar.
Nem todos os quebrantos, toda alquimia.
Que nem todos os santos, será que será?
O que não tem descanso, nem nunca terá.
O que não tem cansaço, nem nunca terá.
O que não tem limite.

O que será que me dá?
Que me queima por dentro, será que me dá?
Que me perturba o sono, será que me dá?
Que todos os tremores que vêm agitar.
Que todos os ardores me vêm atiçar.
Que todos os suores me vêm encharcar.
Que todos os meus órgãos estão a clamar.
E uma aflição medonha me faz implorar.
O que não tem vergonha, nem nunca terá.
O que não tem governo, nem nunca terá.
O que não tem juízo...

domingo, 18 de julho de 2010

Nós que aqui estamos por vós esperamos

(Marcelo Massagão, 1998).



Como seria uma narrativa sobre o Século XX? "Nós que aqui estamos por vós esperamos" narra com imagens, recortes, frases e música. A história do breve século XX como Eric Hobsbawm em "A Era dos Extremos " o definiu passamos por um século que tiveram duas guerras mundias, bomba atômica, socialismo, corrida espacial, crash da bolsa, feminismo, dentro outros acontecimentos...


O filme é um recorte destes acontecimentos imagens deste século com citações célebres e frases reflexivas. Com pesonagens desconhecidos e conhecidos como Gandhi, Lennon, Martin Luter King, Hitler, Leary, Stalin, Munch, Duchamp, Pinochet, Kafta entre outros..

Por fim, podemos dançar com os bailarinos Fred Astaire e Garrincha (sim, pq não?) e ver e refletir sobre a brevidade da vida e da nossa história.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Jean Charles



O filme conta a história dos últimos momentos do brasileiro Jean Charles, morto por engano pela polícia inglesa. Mais do que isso, o filme é um mergulho no cotidiano dos imigrantes (no caso os brasileiros) em busca do sonho de uma vida melhor.

Até onde a vida é melhor lá fora como imigrante ilegal? A saudade da família, o preconceito, o trabalho duro e falta de dinheiro são o cotidiano desses milhões de brasileiros.

Eu particularmente gostei da atuação do Selton Melo que criou um Jean Charles que não foi um herói. Não tinha nada de espetacular e não morreu como mártim.

Foi apenas um brasileiro comum que morreu vítima do preconceito e a insanidade de um país que vive diariamente com a ameaça de terrorismo.