Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Flaws




(Bombay Bicycle Club)
Taken a second plan, begging to understand.
Life of a selfless man, because of all the flaws I stumbled on.
It's the hardest one to focus on,
It's the hardest one to focus on,
It's the hardest one to focus on.
Why are you calling them? Isn't one enough?
Given up all she's got, because of all the flaws I stumbled on.
It's the hardest one to focus on,
It's the hardest one to focus on.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Vanilla Love



A peaceful night and a lovely day!
Every day seems Vanilla´s smell.
The sweetest taste.

Your skin, kisses and smile...
In your arms I feel fine..
And the love has the sweet taste.

I can´t imagine how bad...
I might be sad,
Without you...

I´ve found myself,
When I look through your eyes.
So know I now...
All those things are the exactly way...
Should be...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Travessia

 

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Vida é Um Entra e Sai de Pessoas


Não levantei para dizer adeus.
Não fiquei para dizer que queria que você ficasse.
A vida é um entra e sai de pessoas.
Acostume-se a isso!

Um dia sentirá falta do que deixou para trás.
Sentirá vontade de seguir adiante.
Eu disse que a vida era assim.
Acostume-se a isso!

Um dia você tentará fugir dos seus próprios demônios.
No outro buscará encontrar o que existe dentro de si.
A vida é um paradoxo de você.
Acostume-se a isso!

Não existe lugar seguro e não existem despedidas.
Eu disse que a vida era assim.
Acostume-se a isso!



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Segue teu destino


Segue o teu destino,


Rega as tuas plantas,

Ama as tuas rosas.

O resto é a sombra

De árvores alheias.



A realidade

Sempre é mais ou menos

Do que nós queremos.

Só nós somos sempre

Iguais a nós-próprios.



Suave é viver só.

Grande e nobre é sempre

Viver simplesmente.

Deixa a dor nas aras

Como ex-voto aos deuses.



Vê de longe a vida.

Nunca a interrogues.

Ela nada pode

Dizer-te. A resposta

Está além dos deuses.



Mas serenamente

Imita o Olimpo

No teu coração.

Os deuses são deuses

Porque não se pensam.

    (Odes de Ricardo Reis heterônimo Fernando Pessoa)

    quinta-feira, 8 de setembro de 2011

    Socorro - Arnaldo Antunes




    Socorro, não estou sentindo nada
    Nem medo, nem calor, nem fogo
    Não vai dar mais pra chorar
    Nem pra rir...

    Socorro, alguma alma, mesmo que penada
    Me empreste suas penas
    Já não sinto amor, nem dor
    Já não sinto nada...

    Socorro, alguém me dê um coração
    Que esse já não bate nem apanha
    Por favor, uma emoção pequena
    Qualquer coisa
    Qualquer coisa que se sinta
    Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva.

    Socorro, alguma rua que me dê sentido
    Em qualquer cruzamento
    Acostamento
    Encruzilhada
    Socorro, eu já não sinto nada
    Socorro, não estou sentindo nada
    Nem medo, nem calor, nem fogo
    Nem vontade de chorar
    Nem de rir...

    Socorro, alguma alma, mesmo que penada
    Me empreste suas penas
    Já não sinto amor, nem dor
    Já não sinto nada...

    Socorro, alguém me dê um coração
    Que esse já não bate nem apanha
    Por favor, uma emoção pequena
    Qualquer coisa...
    Qualquer coisa que se sinta
    Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva
    Qualquer coisa que se sinta,
    Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva...


    sexta-feira, 12 de agosto de 2011

    Dona Joana


    Sempre aprendi que mulher devia ser um bicho corajoso. Não devia chorar à toa e se chorasse devia esconder esse choro. Desde pequena ouvi: "engole esse choro menina!" Como se chorar mostrasse ao mundo minhas feridas, num mundo que não está pronto para conhecê-las.

    Assim fui crescendo, engolindo os choros, cuidando das minhas feridas e esperando virarem cicatrizes. Porque mulher de verdade é igual a Joaninha. Uma carapaça grossa mais adornada, que caminha com dificuldade mas carrega essa caparaça pronta a mostrar ao mundo. A dona Joana é mulher de verdade, forte e bela.

    Pois é, existem mulheres e mulheres. Algumas são borboletas...frágeis e coloridas que voam por aí. Outras são joaninhas, coloridas mas com uma carapaça que só ela sabe o peso de carregá-la.

    Este não é um texto feminista que vai discutir o que é melhor, ser borboleta ou joaninha. Mas aprendi ser joaninha e sendo joaninha sei o que isso significa. Porém, nunca pensei em ser borboleta. Não quero a metamorfose. Eu quero o mundo do jeito que eu quero.

    "Viver é um lugar perigoso" citando assim Guimarães Rosa. Pois é, no mundo borboletas e joaninhas sempre estão correndo riscos. Hoje quero ser mais Joaninha, quero a minha carapaça colorida voando com as suas dificuldades por ai. Mas não deixo de voar, mesmo sendo uma tarefa árdua. Sei que mesmo na caparaça existe beleza, fragilidade e feminilidade. A dona Joana não é menos fêmea que a borboleta.

    Hoje quando caminhava uma joaninha pousou no meu cabelo, sem saber o que era, dei um tapa e ela saiu voando. Pois é, se fosse uma borboleta talvez tivesse visto antes e não teria deixado pousar. Mas, se não tivesse visto no tapa que eu dei ela iria desmontar e cair no chão. Mas ao tirar a dona Joana ela saiu voando, meio cambaleando mais voou alto até sumir... Eu disse: "voa dona Joana que existe um lugar neste mundo de tapas, pousos e madeixas que é seu!!"




    terça-feira, 9 de agosto de 2011

    Talvez




    Talvez exista um lugar onde amar seja seguro.
    Neste lugar um afago signifique proteção.
    Querer bem seja querer juntos.
    Dizer eu desejo que você seja feliz, signifique eu vou te fazer.

    Talvez exista um lugar que o destino não pregue peças.
    Sejamos nós os comandantes deles e não suas marionetes.
    Que exista um tempo de recomeçar sem olhar para trás.
    Um lugar que não falte fôlego para isso.

    Um lugar que o amor vença a loucura.
    Possua a ingenuidade e a doçura.
    Talvez exista um lugar que fechar os olhos não signifique ver você.

    Talvez exista um lugar que as pessoas só precisem dos olhos para sorrirem.
    E usem as bocas para sentir ao invés de dizerem adeus.

    terça-feira, 19 de julho de 2011

    Imperfeita



    Das coisas que descobri é que quero ser imperfeita.
    Ser imperfeita é ser complexo. Talvez muito mais do que ser perfeito.
    Ser perfeito é trazer certa regra, disciplina e rigidez.
    Ser imperfeita é brincar com o caos e a desordem, pois a imperfeição é a descoberta das possibilidades.

    Ser imperfeito é ter que evoluir continuamente, ser impaciente e mutável.

    Ser imperfeita é ter que aprender com os erros e saber que vai errar de novo. É amar, perder e amar novamente.

    É rir dos enganos, saber que mudará no futuro e ter saudades do passado.

    Ser imperfeita é diluir a perfeição com os erros.

    sábado, 14 de maio de 2011

    Mantenha se à direita...



    Parada esperando no semáforo vermelho.
    Sabia que o certo era virar à direita.
    Mas algo queria me levar à esquerda.

    Um "deja vù" da alma.
    Que dizia "Seja gaucho! Vira à esquerda!"
    Como se tudo o que eu conhecesse,
    Estivesse à esquerda de mim mesma.

    O verde acendeu.
    Fiquei parada, pensando...
    Podia ficar vermelho novamente.
    O carro atrás buzinou.
    Percebi que nem o tempo e o trânsito param.
    Olhei à minha esquerda calmamente...
    Virei à direita para descobrir novos caminhos.

    sexta-feira, 8 de abril de 2011

    Ismália




    Quando Ismália enlouqueceu,

    Pôs-se na torre a sonhar...

    Viu uma lua no céu,

    Viu outra lua no mar.


    No sonho em que se perdeu,

    Banhou-se toda em luar...

    Queria subir ao céu,

    Queria descer ao mar...


    E, no desvario seu,

    Na torre pôs-se a cantar...

    Estava perto do céu,

    Estava longe do mar...


    E como um anjo pendeu

    As asas para voar...

    Queria a lua do céu,

    Queria a lua do mar...


    As asas que Deus lhe deu

    Ruflaram de par em par...

    Sua alma subiu ao céu,

    Seu corpo desceu ao mar...



    Alphonsus de Guimaraens



    

    sexta-feira, 25 de março de 2011

    Teatro dos Vampiros

    (Legião Urbana)



    Sempre precisei

    De um pouco de atenção

    Acho que não sei quem sou

    Só sei do que não gosto...


    Nesses dias tão estranhos

    Fica a poeira

    Se escondendo pelos cantos

    Esse é o nosso mundo

    O que é demais

    Nunca é o bastante

    E a primeira vez

    Sempre a última chance

    Ninguém vê onde chegamos

    Os assassinos estão livres

    Nós não estamos...


    Vamos sair!

    Mas não temos mais dinheiro

    Os meus amigos todos

    Estão, procurando emprego...


    Voltamos a viver

    Como há dez anos atrás

    E a cada hora que passa

    Envelhecemos dez semanas...


    Vamos lá, tudo bem!

    Eu só quero me divertir

    Esquecer dessa noite

    Ter um lugar legal prá ir...


    Já entregamos o alvo

    E a artilharia

    Comparamos nossas vidas

    Esperamos que um dia

    Nossas vidas

    Possam se encontrar...


    Quando me vi

    Tendo de viver

    Comigo apenas

    E com o mundo

    Você me veio

    Como um sonho bom

    E me assustei

    Não sou perfeito...


    Eu não esqueço

    A riqueza que nós temos

    Ninguém consegue perceber

    E de pensar nisso tudo

    Eu, homem feito

    Tive medo

    E não consegui dormir...


    Vamos sair!

    Mas não temos mais dinheiro

    Os meus amigos todos

    Estão, procurando emprego...


    Voltamos a viver

    Como a dez anos atrás

    E a cada hora que passa

    Envelhecemos dez semanas...


    Vamos lá, tudo bem

    Eu só quero me divertir

    Esquecer dessa noite

    Ter um lugar legal prá ir...


    Já entregamos o alvo

    E a artilharia

    Comparamos nossas vidas

    E mesmo assim

    Não tenho pena de ninguém...

    segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

    Puzzle


    I realize that I´ve smiled  and there are no reasons, it´s only ´cause I´m happy,

    Or setember isn´t so far away.

    Maybe I just love paradoxes and think them make sense.

    I could wake up and sleep together, only because our bodies fit....

    All those places I had met, them lost your names ´cause you had not been there...

    I found out that I want everything and  everything I want is be with you.

    quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

    Foi-se!


    Foi-se!
    Ficou menos do que esperado,
    Chegou atrasado...
    Mas partiu!
    Sem pedir licença,
    Sem deixar o que sentiu.
    Sem fazer falta sua presença.
    Tudo que foi pedido foi pela metade,
    Foram meias verdades de quem não sentiu.

    Foi-se!
    Sem mais delongas,
    Sem deixar noites longas,
    Sem criar realidades...
    Sem transformar saudades.
    Partiu ainda com a champagne fechada.
    A roupa passada.

    Foi-se!
    Nos sentimentos explicados,
    Daqueles sempre tão usados.
    Sem se importar se sentia,
    Sem pedir se podia...



    

    segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

    When We are both cats


    " - Do you remember what you told me once?

    - That every passing minute... is another chance to turn it all around.

    - l'll find you again...

    - l'll see you in another life...when We are both cats..."


    Diálogo final do filme "Vanilla Sky (2001)"

    sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

    Desassossego




    Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos - a ânsia de coisas impossíveis, precisamente porque são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo. Todos estes meios tons da consciência da alma criam em nós uma paisagem dolorida, um eterno sol-pôr do que somos. O sentirmos-nos é então um campo deserto a escurecer, triste de juncos ao pé de um rio sem barcos, negrejando claramente ente margens afastadas.
    Não sei se estes sentimentos são uma loucura lenta do desconsolo, se são reminiscências de qualquer outro mundo em que houvéssemos estados - reminiscências cruzadas e misturadas como coisas vistas em sonhos, absurdas na figura que vemos mas não na origem se a soubéssemos. Não sei se houve outros seres que fomos, cuja maior completidão sentimos hoje, na sombra que deles somos, de uma maneira incompleta - perdida a solidez e nós figurando-no-la mas nas só duas dimensões da sombra que vivemos.
    Sei que estes pensamentos da emoção doem com raiva na alma. A impossibilidade de nos figurar uma coisa a que correspondam, a impossibilidade de encontrar qualquer coisa que subsititua aquele a que se abraçam em visão - tudo isto pesa como uma condenação dada não se sabe onde, ou por quem, ou porquê.

    (Fernando Pessoa - Livro do Desassossego - Fragmento 196 )

    terça-feira, 14 de dezembro de 2010

    Arte de Amar


    (Manuel Bandeira)

    Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
    A alma é que estraga o amor.
    Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
    Não noutra alma.

    Só em Deus — ou fora do mundo.

    As almas são incomunicáveis.
    Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
    Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

    segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

    Os Ombros Suportam o Mundo

    Atlas, personagem grego.

     
    (Carlos Drummond de Andrade)

    Tempo de absoluta depuração.

    Tempo em que não se diz mais: meu amor.

    Porque o amor resultou inútil.

    E os olhos não choram.

    E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

    E o coração está seco.



    Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

    Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

    mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

    És todo certeza, já não sabes sofrer.

    E nada esperas de teus amigos.



    Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

    Teus ombros suportam o mundo

    e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

    As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

    provam apenas que a vida prossegue

    e nem todos se libertaram ainda.

    Alguns, achando bárbaro o espetáculo

    prefeririam (os delicados) morrer.

    Chegou um tempo em que não adianta morrer.

    Chegou um tempo que a vida é uma ordem.

    A vida apenas, sem mistificação.

    quinta-feira, 25 de novembro de 2010

    Não Entendo



    Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.


    (Clarice Lispector)

    segunda-feira, 6 de setembro de 2010

    Não Sei Quantas Almas Eu Tenho

    Fernando Pessoa


    Não sei quantas almas tenho.

    Cada momento mudei.

    Continuamente me estranho.

    Nunca me vi nem acabei.

    De tanto ser, só tenho alma.

    Quem tem alma não tem calma.

    Quem vê é só o que vê,

    Quem sente não é quem é,

    Atento ao que sou e vejo,

    Torno-me eles e não eu.

    Cada meu sonho ou desejo

    É do que nasce e não meu.

    Sou minha própria paisagem;

    Assisto à minha passagem,

    Diverso, móbil e só,

    Não sei sentir-me onde estou.



    Por isso, alheio, vou lendo

    Como páginas, meu ser.

    O que segue não prevendo,

    O que passou a esquecer.

    Noto à margem do que li

    O que julguei que senti.

    Releio e digo : "Fui eu ?"

    Deus sabe, porque o escreveu.