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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Show do Pearl Jam


Eu confesso que nunca fui uma grande fã do Pearl Jam, nunca comprei um cd e até mesmo fazia download das suas músicas. Mas Pearl Jam sempre esteve ali presente. O Pearl Jam é a banda dos nossos irmãos caçulas, falo isso pois sou da geração que descobriu o Atari, o Pearl Jam é da geração que chegou na sala com o video game já ligado.
Longe da euforia dos anos 80 o Pearl Jam é a geração dos anos 90. Uma geração que para mim não tinha muito o que dizer, muita representatividade. Suas músicas não são meu grito e nem meus conflitos.
São bandas caçulas perto das grandes bandas de rock como foi o Metallica e até mesmo o GN´R.
Foram bandas que nasceram em Seattle, inspiradas nas bandas punks e usando aquelas camisas xadrez. O seu grito nunca foi de protesto, sempre foi de que eu faço parte de um mundo de desajustados. Nesta geração Kurt Cobain não mudou o mundo, preferiu explodir seus miolos e abdicar o mundo e a si mesmo de seu talento. Mas o Pearl Jam continuou ai, cresceu e foi escola para esses desajustados.
Mas mesmo assim fui para o show muito empolgada. Primeiro porque sabia que teria excelentes companhias.
Mas o que eu vi superou as minhas expectativas.  O Pearl Jam sabe ser "Rock in Roll". Confesso que gostei mais da apresentação deles este ano do que de antigos ídolos meus como o GN´R e Metallica. O show é simples, a montagem do palco idem... Mas os caras compensam na música.
O show começou "Release" e logo no começo já tiveram grandes sucessos como "Daughter" e "Even Flow". Eddie Vedder é um cara simpático e mostrou muita empatia com o público. Alias público que o conhece de longa data e sabia as letras de suas canções.
Além disso, o Pearl Jam ganhou a minha simpatia pela escolha da banda de abertura o The X, uma banda californiana punk com mais de 20 anos de estrada e um som para ninguém botar defeito. Palmas para o Pearl Jam por mostrar para muitos daqueles jovens pela primeira vez um som que é longe de ser comercial.
Uma apresentação bem feita, simpática e com direito a covers excelentes como "Neil Young - People Rockin´in a free world" e "Ramones - I believe in Miracle". O Pearl Jam nunca escondeu que os Ramones são uma referência para eles e mais uma vez palmas para os caras trazerem essas referências para essa geração. Uma das últimas músicas foi "Alive" e um coro de 50 mil pessoas "Oh, I still alive.... Oh, I still alive..."
Eu me emocionei, pois no final das contas a vida é isso, continuar vivendo e encontrando como neste coro, vozes iguais a sua.

domingo, 22 de maio de 2011

O Mundo Mágico de Escher




Maurits Cornelis Escher (1898 - 1970) nasceu em Leeuwarden na Holanda e dedicou a sua vida às artes gráficas. Distinguem-se, usualmente, duas fases na obra de M. C. Escher. Antes de 1937, a obra de Escher é dominada pela representação da realidade visível, orientada inteiramente pela beleza das paisagens e arquitetura italianas. A partir de 1937, o pitoresco e o real deixam de lhe interessar. Agora, está fascinado com a regularidade e as estruturas matemáticas, a continuidade e o infinito inerente a todas as imagens, a reprodução de três dimensões sobre uma superfície bidimensional.

Escher fixa-se nas construções da sua própria imaginação e as suas obras passam a exprimir aquilo que ele próprio designa por “pensamento visual”. Trabalha com formas geométricas que encontra nos mosaicos islâmicos e nas formações cristalinas e procura dar vida a esses padrões, substituindo formas abstratas por elementos reconhecíveis como animais, plantas ou pessoas.

Os seus cadernos enchem-se de séries contínuas desses elementos, combinados de formas variadas, num processo que se poderia repercutir até ao infinito. A animação desses padrões conduz à série Metamorfoses, em que as várias estruturas se transformam sucessivamente umas nas outras. Escher não consegue expressar estas ideias em palavras, mas em imagens é capaz de torná-las claras. Daí que a sua obra possa ser considerada de “alto grau racional, porém, minimamente literária

no sentido de que ele parafraseia em imagens as coisas que não poderiam ser reproduzidas em palavras”

Quem considera a arte como uma expressão de sentimentos, terá de recusar esse estatuto à obra de Escher. Ela é determinada pela razão, tanto ao nível do objetivo, como da execução, neste sentido, a maior parte das suas gravuras possuem o carácter de uma investigação.


Os Mundos Impossíveis




Os mundos impossíveis como o próprio nome indica, trata-se de figuras e estruturas que sugerem com grande força ser tridimensionais, mas que, efetivamente, não estão construídas a três dimensões e a exposição de Escher no Centro Cultural do Banco do Brasil é a concretização destes mundos. A exposição embora mal explicada e um pouco desorganizada é capaz de causar vertigem nos visitantes. Outra crítica é a impossibilidade de fotografar parte das obras, sinceramente gostaria de um motivo plausível dos organizadores. Mas o fato é que dentre  planos, paralelos, infinitos e ilusão de ótica, o visitante irá passear por mais de 94 obras do artista que desafiou paradigmas do que seria arte e ainda hoje num mundo de "filmes 3D"  é inovador. 







Local: CCBB- SP 
19 Abril até 17 Julho.
Horário: Terça a domingo das 09h as 20h.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"A Day in the Life" - Show do Paul McCartney


Sonhos são assim...vc tem e não precisa de nenhuma explicação plausivel para eles... Talvez a felicidade esteja ligada a nossa capacidade de realizar sonhos, sejam eles nossos ou de outro alguém. Hoje posso dizer que realizei um sonho e vi o sonho de pessoas muito queridas, como  meus pais, irmãs e amigos sendo realizado. Pode parecer um sonho besta mas ver Paul McCartney ao vivo era um deles. Um sonho que nasceu na infância quando escutava meu pai ouvindo seus "discos" dos Beatles e do John Lennon, Paul...

Paul entrou pontualmente às 21h30, num Morumbi lotado e com uma noite de primavera extremamente agradável. Quando as luzes se apagaram, Paul veio ao palco cantando "Venus and Mars" e a sua letra era como um prenúncio do que seria essa noite "Sitting in the stand of the sports arena. Waiting for the show to begin. Red lights, green lights, strawberry wine, A good friend of mine, follows the stars. Venus and mars... Are alright tonight." Sim Paul "We are alright tonight" e uma lua cheia imensaaa nos fazia enlouquecer quando olhavamos para o céu. Pronto, todas as estrelas e a lua seriam testemunhas do que seria este show.

Logo depois veio "Rock Show" e explosiva "Jet" trazia  mais expectativa do que seria essa noite e já fazia todos dançarem e antes mesmo que a gente conseguisse recuperar o fôlego veio "All my love" e todos cantavam.

Pronto, o show realmente havia começado!
Muitos fãs, que estavam lá, assim como eu nasceram depois que os Beatles já haviam se separado e como explicar tamanha euforia por uma banda que nem fez parte da nossa geração? Pais, filhos, avós, gerações unidas pela música e um sonho...

"Letting go" foi o som escolhido para a próxima música e depois veio "Drive my car" outro grande sucesso que fez todos nós dançarmos "Yes, I'm gonna be a star...Beep beep'm beep beep yeah"

Conseguimos respirar entre "Highway" e "Let Me Roll It / Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)" e foi quando olhei no relógio e já havia passado uma hora de show. Sim, o tempo é relativo como diria Einstein e ele voou antes mesmo que eu pudesse dar conta do que era a imensidão de sentimentos daquele momento. Paul estava no piano e começou "The Long and Winding Road", outro grande sucesso dos Beatles e depois veio "Nineteen Hundred and Eighty-Five" e "Let 'Em In", "My Love" música que ele escreveu para sua falecida esposa, Linda.

Vieram "I've Just Seen A Face", "And I Love Her" e quando Paul no violão começou os primeiros acordes de "Blackbird" chorei cantando o refrão "Blackbird singing in the dead of the night, Take these broken wings and learn to fly, All your life...You were only waiting for this moment to arive."

Sim "All your life. Your were only waiting for this moment to arive". Sim, nós só estávamos esperando este momento chegar e ele havia chegado. E cada um olhava para a multidão, para os detalhes a sua maneira, construindo suas lembranças... "Here Today" foi a sua homenagem a John, feito para uma plateia comovida e aplausos e mais aplausos....

"Dance tonight" trouxe um toque de irreverência e um Paul brincado com outros instrumentos como um bandolim....Logo depois a dançante "Mrs Vandebilt" e quando menos esperava "Eleanor Rigby", que para mim é uma das músicas mais lindas dos Beatles. "All the lonely people, where do they all come from? All the lonely people, where do they all belong?" Eu cantava e cantava....

"Something" foi a escolhida para homenagear George Harrison e imagens dele passavam no telão... "Sing the Changes" e logo depois uma das minhas favoritas da carreira solo de Paul "Band on the Run"....

"Ob-La-Di, Ob-La-Da" e "Back in the U.S.S.R." abriram a sequência mais emocionante do show e colocaram a galera para dançar novamente....."I've Got a Feeling" foi a próxima e quando chegou no refrão  "Everybody had a hard year. Everybody had a good time. Everybody had a wet dream. Everybody saw the sunshine. Oh yeah, Oh yeah. Oh Yeah."

Sim "Everybody had a hard year" e "Everybody had a good time". Era como se 2010 terminasse ali. Nada seria mais emocionante e não importava como havia sido este ano, ele fecharia como um dos melhores das nossas vidas. Porém a sequência de "Paperback Writer" e "A Day in the Life/Give Peace a Chance"  e foi quando o estádio inteiro levantou balões brancos, fazendo daquele um  momento histórico!!

Sim, quase 70 mil pessoas cantando juntas e quando Paul começa os primeiros acordes de "Let in Be".
 as luzes se apagaram e todos cantaram. "Let it be, let it be. Let it be, let it be."  e assim seria o nosso sonho.... Fogos de artifício para a explosiva "Live and Let Die"....."But if this ever-changing world in which we live in, Makes you give in and cry. Say live and let die..."

Sim, esse mundo louco que vivemos nos faz render e chorar. Mas viva e deixe morrer!!!! Era o que dizia a maior estrela do Rock viva... Sim e estávamos ali vivendo... Foi quando veio "Hey Jude" uma das músicas mais executadas da turnê e um coro extensivo "Na, na na na na na, na na na, Hey Jude. Na, na na na na na, na na na, Hey Jude....Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na."

Todos cantavam quando Paul deixou o palco.... e logo voltou para a sequência de "Day Tripper", "Lady Madonna" e a dançante "Get Back" e eu, meu pai, irmãs e amigos já não cantavam e sim gritavam "Get back, get back, get back to where you once belonged." e veio na sequência "Yesterday" e sabiamos que o show estava terminando em breve e Paul perguntava se queriamos mais...Sim, queriamos muito mais mesmo já exaustos e extasiados! Queriamos que aquele momento nunca acabasse e cada um se agarrava como podia ao sonho....

Para finalizar veio uma versão eletrizante de "Helter Skelter" e a música título de um do álbuns mais revolucionários da música "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" e foi quando começou "The End" e era sua última canção. Neste momento sabíamos que o show terminaria ali....

"And in the end, The love you take Is equal to The love you make" Paul vai terminando o show e a frase fica como uma sentença que carregaremos para nossas vidas.....

Paul se despede. As luzes se acendem....todo se olham como se não acreditassem no que viveram e vão deixando o estádio... Neste momento o público ainda querendo prolongar mais o sonho sai cantando em coro...."Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na naaaaaaaaa. Na, na na na na na, na na na. Na, na na na na na, na na naaaaaaaaaaaaa."

Por último gostaria de agradecer aqueles que fizeram deste momento único na minha vida....Minha família, os amigos de meus pais, Suzy e PC e meus queridos Edy, Kadu e Thays...

Sim, Paul McCartney Estádio do Morumbi, 21 de Novembro de 2010. Nós estavamos lá!!

Ps. Em breve fotos nossas para ilustrar :-).

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Stomp


A percursão talvez seja o instrumento musical mais antigo de todos. O som é obtido através de impacto ou pressão... Embora batuques, maracás e atabaques sejam companheiros antigos da nossa civilização não pude deixar de me surpreender com o Stomp.

Stomp traduzindo significaria algo como "entrar fazendo barulho", "como um furacão" porém posso dizer que é muito mais do que isso. O Stomp vai em busca da musicalidade nas coisas do cotidiano como areia, sacos plásticos, vassouras, tambores, pneus, água...
Tudo pode ser melódico e orquestrado e que aos poucos com os elementos de palco, dança, cenografia, clown, teatro transforma-se numa peça do cotidiano....

Ver Stomp não é simplesmente assistir um show, é uma experiência sensitiva que vai de encontro com a sua habilidade de sentir coisas novas e descobrir novos prazeres. Mais do que isso, é uma mistura contemporânea que mostra que a humanidade ainda é capaz de se re-inventar.

A noite foi perfeita, o evento organizado pela Camila Vargas e sua equipe foi sensacional. Tudo organizado nos mínimos detalhes como prosseco na temperatura ideal, coca-cola geladíssima, foto de lembrança como brinde e uma lua tão linda que parecia cenografia....

sexta-feira, 21 de maio de 2010

ABBA - The Show

Na Virada Cultural deste ano pudemos matar saudade de um dos principais icones musicais nos anos 70s. O "ABBA The Show" não chega a ser uma banda cover do ABBA e digamos que são os atuais embaixadores do fenômeno que contagiou o mundo com canções como "Chiquitita", "Does Your Mother Know", "Voulez-Vous" e "I Have A Dream","Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)" e a tão aguardada "Dancing Queen".

Uma tarde agradável de Outono em frente a Estação da Luz.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos Namorados




O dia dos namorados nasceu de uma ideia do antigo Mappim para aquecer o comércio que nesta época era fraco.
Todos os anos nesta data uma "manada" de namorados saem desesperado lotando shoppings, motéis, restaurantes e todas os lugares "românticos" do planeta terra.

Antes que alguém me ache uma insensível, eu diria que não sou...amo programas a dois e românticos...Mas acho que tem horas que falta criatividade.

Alguns programas que acho legal a dois e fogem um pouco das multidões;

1) Exposições, Museus... Muitos paulitanos não conhecem os museus da cidade. São Paulo é fantástica no quesito. Alguns lugares são MASP, Pinacota, MAM... Bem legal é estar abraçadinho a alguém vendo uma obra do Portinatti, Picasso...

2)Templo Zulai, localizado em Cotia, independentemente da sua religião vale a pena a visita. Os jardins são lindos e a arquitetura sensacional. Vale a pena passear abraçadinho...

3) Parque do Ibirapuera, se você faz o tipo mais esportista nada melhor do que cuidar do corpo juntos. Lembre-se de alongarem antes...

4)Orquestra Sinfônica de São Paulo Já viu um concerto da OSESP? Se a resposta foi não, está perdendo uma ótima diversão. Seja na Sala São Paulo ou no Teatro Municipal, a visita vale pela música e pelo lugar.

5) Ir ao teatro. Seja para ver uma comédia, drama ou qualquer outra peça vale a pena incentivar a cultura e de quebra ter um tema para conversar depois do jantar.

6) Ir mergulhar! O Mergulho é um esporte para ser feito em dupla... Mas pode ser feito em casal, ajuda a aumentar a cumplicidade e trabalho em equipe.

7) Livraria. Passear numa livraria à dois é ótimo! Vcs podem trocar dicas de leitura, tomar um café juntos, sentar num puff e ler um livro juntos, ouvir um cd...

8) Viajar junto. Fujam de lugares óbvios! Campos do Jordão está fora de cogitação...Vale a pena conhecer lugares deliciosos como Paraty, Circuito das cidades históricas de Minas...

9) Não fazer nada!! Quem disse que no dia dos namorados é obrigatório sair, passar perrengue? Pense duas vezes antes...Pode ser um motivo p/ brigar pq o lugar está cheio, o garçom trocou o prato...

10) Dia dos namorados é todo dia...Se vc está precisando de uma data p/ comemorar a pessoa que está do seu lado...Hunf! Volte para a dica número 1!