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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Destino 2003


Walt Disney's & Salvador Dali - 

The unknown Dali and Walt Disney movie was released in 2003, almost 53 years after it was made.  The name is Destino and means "destiny".

The result is beautiful and disturbing like as all Salvador Dali arts.



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Flaws




(Bombay Bicycle Club)
Taken a second plan, begging to understand.
Life of a selfless man, because of all the flaws I stumbled on.
It's the hardest one to focus on,
It's the hardest one to focus on,
It's the hardest one to focus on.
Why are you calling them? Isn't one enough?
Given up all she's got, because of all the flaws I stumbled on.
It's the hardest one to focus on,
It's the hardest one to focus on.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Journey




The life is a fucking journey through yourself, but sometimes the people help,  but sometimes people mix up. The true is you always are able to get on the top, but you never are able to find the real meaning of nothing.

When the baby cries, you thing you know the reason, but you don't....even the little baby is a mess!

We've been living a crazy search about the meaning of everthing....besides the meaning could be a empty hole. There are no meaning, no reason and nothing...

Maybe, the most scariest fear is go to the end and finding nothing, maybe the pandora box is empty....

Empty of answers and full of questions.



sábado, 3 de agosto de 2013

A Daytripper



What you could you do if you have only today in your life?

If you say "I love you"or "I'm sorry..."But either chances might become part of your life...or your death.

Braz de Oliva Domingos has only one more day in your life. The day could be that he has found his girlfriend, or travelling, or started to understand his family.  So, there is the story about Daytripper.


The Daytripper is a ten issues written by Fabio Moon and Gabriel Sá and has been gained many fans around the world.

I really recommend it. Daytripper is a long way trip about life and death.

English version and Portuguese Version 


terça-feira, 6 de março de 2012

Uma noite de Tango



Eu nunca havia assistido um show de tango. Recebi com entusiasmo dois convites para uma noite típica de tango argentino. Porque não? A escolha não poderia ter sido melhor! No dia 24 de fevereiro pude assistir essa orquestra que esteve presente no Auditório Ibirapuera pela terceira vez. 

Com uma formação típica de orquestra de tango (Quatro bandoneóns, três violinos, viola, violocelo, contra baixo, piano e cantor) mas ao mesmo tempo com uma atitude particular baseada na sua potente maneira de sentir e interpretar com poesia e agressividade o tango, se organiza a Orquestra Típica Fernández Fierro. Integram seu repertório arranjos novos e tangos tradicionais e tangos próprios, compostos por alguns de seus jovens integrantes. 

Nascida em 2001, a OTTF se organiza de forma cooperativa: edita seus discos de maneira independente e administra seus próprio clube, o CAFF (Clube Atlético Fernandez Fierro, Sánchez de Bustamante 764, no bairro portenho de Abasto). Nele se apresentam os mais reconhecidos grupos da cena alternativa sul-americana.

Seus trabalhos discográficos se iniciaram em 2002 com "Envasado en Origen", na foram produzidos mais de 6 trabalhos incluindo DVDs e CDs. Com arranjos bastante personalizados e seus tangos próprios e fortes, seus trajes coloridos e seu compromisso social, a Orquestra vem renovando radicalmente a imagem decaída dos espetáculos de tango de Buenos Aires. (Texto do folder no Auditório Ibirapuera). 

Eu gostei muito do que assisti, uma apresentação intensa, uma orquestra com músicos carismáticos e uma música intensa. Para finalizar, a noite argentina fui surpreendida com um jantar no Restaurante 348 um restaurante argentino, localizado num casarão do bairro do Higienópolis, a casa serve pratos típicos Argentinos como os tradicionais bifes de chorizo, papas, ojo de bife e vinhos argentinos feitos em Mendoza como os saboroso malbec "Alto de las hormigas". Para sobremesa a minha recomendação são as deliciosas panquecas com doce de leite e sorvete de creme. 

Uma noite perfeita com uma excelente companhia, músicas, vinhos e boa comida. Programa recomendado para todos os públicos, fica a dica para algo diferente. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Show do Pearl Jam


Eu confesso que nunca fui uma grande fã do Pearl Jam, nunca comprei um cd e até mesmo fazia download das suas músicas. Mas Pearl Jam sempre esteve ali presente. O Pearl Jam é a banda dos nossos irmãos caçulas, falo isso pois sou da geração que descobriu o Atari, o Pearl Jam é da geração que chegou na sala com o video game já ligado.
Longe da euforia dos anos 80 o Pearl Jam é a geração dos anos 90. Uma geração que para mim não tinha muito o que dizer, muita representatividade. Suas músicas não são meu grito e nem meus conflitos.
São bandas caçulas perto das grandes bandas de rock como foi o Metallica e até mesmo o GN´R.
Foram bandas que nasceram em Seattle, inspiradas nas bandas punks e usando aquelas camisas xadrez. O seu grito nunca foi de protesto, sempre foi de que eu faço parte de um mundo de desajustados. Nesta geração Kurt Cobain não mudou o mundo, preferiu explodir seus miolos e abdicar o mundo e a si mesmo de seu talento. Mas o Pearl Jam continuou ai, cresceu e foi escola para esses desajustados.
Mas mesmo assim fui para o show muito empolgada. Primeiro porque sabia que teria excelentes companhias.
Mas o que eu vi superou as minhas expectativas.  O Pearl Jam sabe ser "Rock in Roll". Confesso que gostei mais da apresentação deles este ano do que de antigos ídolos meus como o GN´R e Metallica. O show é simples, a montagem do palco idem... Mas os caras compensam na música.
O show começou "Release" e logo no começo já tiveram grandes sucessos como "Daughter" e "Even Flow". Eddie Vedder é um cara simpático e mostrou muita empatia com o público. Alias público que o conhece de longa data e sabia as letras de suas canções.
Além disso, o Pearl Jam ganhou a minha simpatia pela escolha da banda de abertura o The X, uma banda californiana punk com mais de 20 anos de estrada e um som para ninguém botar defeito. Palmas para o Pearl Jam por mostrar para muitos daqueles jovens pela primeira vez um som que é longe de ser comercial.
Uma apresentação bem feita, simpática e com direito a covers excelentes como "Neil Young - People Rockin´in a free world" e "Ramones - I believe in Miracle". O Pearl Jam nunca escondeu que os Ramones são uma referência para eles e mais uma vez palmas para os caras trazerem essas referências para essa geração. Uma das últimas músicas foi "Alive" e um coro de 50 mil pessoas "Oh, I still alive.... Oh, I still alive..."
Eu me emocionei, pois no final das contas a vida é isso, continuar vivendo e encontrando como neste coro, vozes iguais a sua.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma Noite no Studio SP


Ao olhar post antigos percebi que faz tempo que não escrevo sobre os lugares que frequento. Por isso resolvi escrever sobre o Studio SP. A casa fica localizada na região da Baixa Augusta.
A Rua Augusta talvez seja o lugar mais democrático de Sampa. Nela vc pode encontrar todas as tribos, sujeitos convivendo ou melhor coabitando os mesmos lugares.Eu tive o prazer de morar por alguns anos na Antonio Carlos, rua que corta a Augusta e pude andar muito por ali.

Porém, semana passada fui no Studio SP e assisti a Miranda Kassin. Com uma voz sensacional e uma presença de palco invejável com certeza trata-se de um dos excelentes cover da Amy. Mas a Miranda é sinônimo de música boa a noite inteira e o repertório vai além com composições dos Beatles, Lou Reed, Rolling Stones...etcs.

A casa é bem confortável e sua decoração bem Augusta com grafites e paredes pretas. Para quem gosta do clima alternativo cult é uma boa pedida. O ponto alto é a Stella Atois gelada mas fique longe das caipirinhas pois não são muito saborosas. O mesmo posso dizer dos drinques.

Mas vale a pena curtir uma noite por lá com certeza boa música e uma atmosfera curiosa vc vai encontrar e isso já é uma diversão. Dica: Chegue cedo ou compre seu ingresso antes!

STUDIO SP ESPAÇO CULTURAL LTDA

Rua Augusta, 591
CEP: 01305-000 - São Paulo
Tel/Fax: (55 11) 3129-7040
E-mail: studiosp@studiosp.org

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Socorro - Arnaldo Antunes




Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir...

Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...

Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva.

Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento
Encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada
Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir...

Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...

Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa...
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva...


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

I Hate You Soundtrack



A vida é cheia de trilhas sonoras.  Seja na infância e quando crescemos temos trilha sonora para o amor não declarado, aquele vivido, perdido....Neste blog de vez enquando preparo listas. Já preparei listas para lugares para namorar, leituras, fugir e porque não listas com músicas para fim de relacionamento?


Imaginem vocês leitores a seguinte situação. O relacionamento acabou e você não está achando ruim. Mas  tem horas que você pode estar simplesmente com raiva. Pode ser porque a pessoa não se esforçou, pq vc perdeu seu tempo com a pessoa errada...

O fato é que não são criadas tantas músicas para quando queremos odiar ou simplesmente dizer que não importa mais. Foi pensando nisso e numa conversa recente com alguns amigos que criei uma trilha sonora para você simplesmente seguir em frente longe daquelas músicas chorosas de corações partidos.


E se você sentir vontade de mandar alguma música para aquele desafeto?! Fica à vontade !!
Se quiser fazer download da seleção zipada clique aqui!
Se quiser ouvir a música no Youtube é só clicar no link :)


1. Don't think twice, It's all Right - Bob Dylan

Bob Dylan o mestre do rock compôs um som bem legal para um casal que chegou num ponto que a indiferença tomou conta e por isso, valeu a pena seguir em frente e não pensar duas vezes.

"I'm walkin' down that long, lonesome road, babe
Where I'm bound, I can't tell
But goodbye's too good a word, babe
So I'll just say fare thee well
I ain't sayin' you treated me unkind
You could have done better but I don't mind
You just kinda wasted my precious time
But don't think twice, it's all right"


2. Walk Away - Franz Ferdinand


Sim, Franz Ferdinand também fez um som ótimo para dizer que já ficou tempo demais! Para aquele desafeto que já vai tarde e sua maior alegria e vê-lo fechando a porta para nunca mais voltar. Você pode simplesmente dizer "Por que vc não vai embora?" Precisa de algo mais?


"And I am cold, yes I'm cold
 but not as cold as you are
I love the sound of you walking away, you walking away
I love the sound of you walking away
Walking away, hey hey


Why don't you walk away?
Why don't you walk away?
Why don't you walk away?


No buildings will fall down
Won't you walk away?
No quake will split the ground
Won't you walk away?
The sun won't swallow the sky
Won't you walk away?
Statues will not cry
Won't you walk away?"


Sim, os roqueiros rebeldes do Deep Purple disseram um basta! Essa é para aquela quando você já excluiu de todos os canais de comunicação e  "Afinal sim devemos permanecer como estranhos". 

"And if you hear me talking on the wind
You've got to understand
We must remain
Perfect Strangers"


Ugly Kid Joe foi uma banda que ouvi muito na minha adolescência e essa música também. Sabe quando você não consegue nem ouvir suas bandas favoritas porque lembra da pessoa? Não consegue nem passar em frente dos lugares que vocês costumavam frequentar? Então essa múica é para você!! Então nada como odiar alguém com este som! Porque no final tudo o que vc quer dizer é "Eu odeio tudo sobre você".

"Everything about you, everything about
I get sick when I'm around
I can't stand to be around
I hate everything about you"


Sim, temos músicas excelentes para cantar em bom e alto português sobre o como nos enganamos com aquela pessoa. Por isso aumenta o som e cante alto. Não me chame e não olhe para trás...

"Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria!
Ah! Meu Deus!
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais...


6. Olhos nos Olhos - Chico Buarque
O mestre Chico Buarque tem várias músicas para odiar como Teresinha, Samba do Grande Amor, Trocando em Miudos. Mas escolhi essa...por causa deste trecho:

"Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando,
Me pego cantando, sem mais, nem por quê.
Tantas águas rolaram,
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você."
Essa música não chega a ser uma música para odiar alguém. Mas quando você quiser pintar tudo de preto pode ser um sinal de que odeia alguém. 
"I look inside myself. And see my heart is black. I see my red door. And it has been painted black.."
8. I used to love her - Guns n' roses
GnR sempre foi sinônimo de polêmica, mais do que odiar essa música mostra as últimas consequências daquele amor que acabou. Mas antes que o leitor desavisado ache que é um estímulo para isso. Mate ela (e) dentro de você e boas! 

"She bitched so much,
she drove me nuts
And now we're happier this way, alright
(whoa yeah)
(whoa)
(whoo-oo yeah)
I used to love her,
but I had to kill her
I used to love her(ooooh yeah)
but I had to kill her
I had to put her, six feet under
and I can still hear her complain yeah-eeeah"
Até os Beatles foram capaz de fazer uma música cheia de ódio. Cheia de criatividade e ameaçando um garota dizendo que prefere vê-la morta do que com outro homem. Terrível não?
"I'd rather see you dead, little girl,
Than to be with another man.
You better keep your head little girl,
Or you won't know where I am.
You better run for your life if you can, little girl;
Hide your head in the sand little girl;
Catch you with another man,
That's the end, little girl."
Uma letra cheia de ódio e rancor. Pior, quando o relacionamento cai no cinismo de "vamos ser bons amigos". A pergunta é será? Se você acha impossível eu acho que este é o seu som...
"Don't bother saying sorry
Why don't you come in?
Smoke all my cigarettes - again.
Everytime I get no further
How long has it been?
Come on in now
Wipe your feeton my dreams.


You take up my time
Like some cheap magazine
When I could have been
learning something
Well, you know what I mean.


I've done this before
And will do it again
C'mon and kill me baby
Whilst you smile like a friend
And I'll come running
Just to do it again."


Essa música é um clássico!! Cheia de ódio e rancor Alanis canta em alto e bom som o que todos desafetos gostariam de dizer.

"'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died?
'Til you died?
But you're still alive


And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know"


11. Bohemian Rhapsody - Queen

Essa música não chega a ser uma música de um relacionamento e na qual você poderia dedicar a alguém. Porém, gosto muito da parte que eu vou transcrever abaixo. Por isso, foi uma decisão pessoal então considere você leitor como um "Bonus Track". Afinal como dizem os próprios "Nada realmente importa. Qualquer um pode ver. Nada realmente importa. Nada realmente importa pra mim" e não importa o que aconteça o vento continua a soprar e você leitor(a) deve ser feliz :)

"No, no, no, no, no, no, no
Oh mama mia, mama mia, mama mia let me go
Beelzebub has a devil put aside for me


For me (2x)

So you think
You can stone me and spit in my eye
So you think you can love me
And leave me to die


Oh baby, can't do this to me baby
Just gotta get outJust gotta get right outta here
Oh, oh yeah, oh yeah
Nothing really matters
Anyone can see
Nothing really matters
Nothing really matters to me

Anyway the wind blows"



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Scenic World



"The lights go on..
The lights go off...
When things don't feel right.
I lie down like a tired dog,
licking his wounds in the shade

When I feel alive.
I try to imagine a careless life,
a scenic world where the sunsets are all breathtaking..."

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Meia Noite em Paris (Midnight in Paris)


(2011 - Direção Woody Allen).


Woody Allen é um diretor consagrado. Porém, considero sua obra heterogênea. Existem filmes excelentes como "Match Point", divertidos e despretensiosos como "Vicky, Cristina Barcelona" outros não tão bons como "Você vai conhecer o homem dos seus sonhos".

Mas acho que em "Meia Noite em Paris" Woody conseguiu com um filme divertido e interessante declarar todo o amor que Paris merece.

No filme o casal Owen Wilson (Gil) é um roteirista de Hollywood desiludido, prestes a se casar com a americana Inez (Rachel McAdams) enquanto escreve seu primeiro romance. O casal está em Paris acompanhando os pais da noiva em um negócio e Gil se derrete de amores pela cidade enquanto Inez se deixa seduzir por um amigo pedante e casado.

Gil numa passagem inverossímel retorna à Paris dos anos 1920 e passa a conviver com Gertrude Stein, Scott e Zelda Fitzgerald, Hemingway, Dali,  Picasso, Buñuel, Man Ray, Cole Porter.

O filme faz piadas inteligentíssimas quando Gil dança com Djuna Barnes e diz que não se impressionou pelo fato dela querer liderar. Ele antecipa o roteiro de “O Anjo Exterminador” para Buñuel, que não o não entende e se questiona: “Por que as pessoas ficam presas na casa?” e Gil responde que ele vai saber responder isso. O filme é cheio de passagens divertidas por exemplo no encontro com Dali e os surrealistas e ainda cita frases de Hemingway para o próprio.

Mais do que isso, o filme questiona qual seria a verdadeira idade de ouro de Paris quando ele retorna ainda mais no tempo para a "Bella Epoque" sentando no Moulin Rouge com Toulouse-Lautrec, Gauguin e Degas.

O filme passa pelas muitas "Paris" do imaginário coletivo, Paris de dia é tão linda como a Paris a noite, que no final das contas são cidades diferentes. Na verdade, o filme me surpreendeu porque conseguiu terminar com um questionamento de que o cotidiano com as suas mazelas sempre nos fazem querer remeter a um tempo que não é nosso e uma mensagem que muitas vezes nos esquecemos  que é "Carpe Diem" e aproveite Paris na chuva que é tão linda quanto as outras.


Escrevi pouco sobre Paris mas quando estive lá fiz questão de passear Montmartre, Saint-German, Montparnasse, La Marrais, e estive pessoalmente no Deux Magots e Polidor.

Quem já teve a oportunidade de visitar Paris sabe que o filme é um prato cheio. Paris aos amantes da boa literatura, pintura, música e todas as outras artes sempre foi uma meca. Andar por Paris e suas ruas é se inspirar e ser inspirado por cada detalhe. Pois no final das contas quem está disposto a conhecer Paris acaba se sentindo como Gil.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Wake Up Alone


Composição : Amy Winehouse / Paul O'Duffy


It's okay in the day I'm staying busy

Tied up enough so I don't have to wonder where is he

Got so sick of crying

So just lately

When I catch myself I do a 180

I stay up clean the house

At least I'm not drinking

Run around just so I don't have to think about thinking

That silent sense of content

That everyone gets

Just disappears soon as the sun sets



He gets fierce in my dreams

Seizing my guts

He floats me with dread

Soaked to the soul

He swims in my eyes by the bed

Pour myself over him

Moon spilling in

And I wake up alone



If I was my heart

I'd rather be restless

The second I stop the sleep catches up and I'm breathless

This ache in my chest

As my day is done now

The dark covers me and I cannot run now

My blood running cold

I stand before him

It's all I can do to assure him

When he comes to me

I drip for him tonight

Drowning in me we bathe under blue light



He gets fierce in my dreams

Seizing my guts

He floats me with dread

Soaked to the soul

He swims in my eyes by the bed

Pour myself over him

Moon spilling in

And I wake up alone

And I wake up alone

And I wake up alone

And I wake up alone

domingo, 22 de maio de 2011

O Mundo Mágico de Escher




Maurits Cornelis Escher (1898 - 1970) nasceu em Leeuwarden na Holanda e dedicou a sua vida às artes gráficas. Distinguem-se, usualmente, duas fases na obra de M. C. Escher. Antes de 1937, a obra de Escher é dominada pela representação da realidade visível, orientada inteiramente pela beleza das paisagens e arquitetura italianas. A partir de 1937, o pitoresco e o real deixam de lhe interessar. Agora, está fascinado com a regularidade e as estruturas matemáticas, a continuidade e o infinito inerente a todas as imagens, a reprodução de três dimensões sobre uma superfície bidimensional.

Escher fixa-se nas construções da sua própria imaginação e as suas obras passam a exprimir aquilo que ele próprio designa por “pensamento visual”. Trabalha com formas geométricas que encontra nos mosaicos islâmicos e nas formações cristalinas e procura dar vida a esses padrões, substituindo formas abstratas por elementos reconhecíveis como animais, plantas ou pessoas.

Os seus cadernos enchem-se de séries contínuas desses elementos, combinados de formas variadas, num processo que se poderia repercutir até ao infinito. A animação desses padrões conduz à série Metamorfoses, em que as várias estruturas se transformam sucessivamente umas nas outras. Escher não consegue expressar estas ideias em palavras, mas em imagens é capaz de torná-las claras. Daí que a sua obra possa ser considerada de “alto grau racional, porém, minimamente literária

no sentido de que ele parafraseia em imagens as coisas que não poderiam ser reproduzidas em palavras”

Quem considera a arte como uma expressão de sentimentos, terá de recusar esse estatuto à obra de Escher. Ela é determinada pela razão, tanto ao nível do objetivo, como da execução, neste sentido, a maior parte das suas gravuras possuem o carácter de uma investigação.


Os Mundos Impossíveis




Os mundos impossíveis como o próprio nome indica, trata-se de figuras e estruturas que sugerem com grande força ser tridimensionais, mas que, efetivamente, não estão construídas a três dimensões e a exposição de Escher no Centro Cultural do Banco do Brasil é a concretização destes mundos. A exposição embora mal explicada e um pouco desorganizada é capaz de causar vertigem nos visitantes. Outra crítica é a impossibilidade de fotografar parte das obras, sinceramente gostaria de um motivo plausível dos organizadores. Mas o fato é que dentre  planos, paralelos, infinitos e ilusão de ótica, o visitante irá passear por mais de 94 obras do artista que desafiou paradigmas do que seria arte e ainda hoje num mundo de "filmes 3D"  é inovador. 







Local: CCBB- SP 
19 Abril até 17 Julho.
Horário: Terça a domingo das 09h as 20h.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ela não entendia qual era a intenção da vida...



Ela tinha pensamentos dialéticos entre o foi e queria ser.
Não são melhores ou piores do que é...

Mas o que ela não entendia qual era a intenção da vida...
Rostos e tempos desencontrados, vidas em rumos diferentes.
Devia aprender com aquilo ou apenas sofrer e deixar passar...
Devia sentir algo, aprender, esquecer ou nem sentir...

Talvez essas eram perguntas mais complexas do que o sentido da vida.

Ela não entendia qual era a intenção da vida e isto tomou conta de si...
Um não entender que não a assustava, não significava, desafiava...
Esse não entender dava uma morbidez tórpida a sua vida.
Pois não sabia se importante era viver ou dizer que estava vivendo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ismália




Quando Ismália enlouqueceu,

Pôs-se na torre a sonhar...

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.


No sonho em que se perdeu,

Banhou-se toda em luar...

Queria subir ao céu,

Queria descer ao mar...


E, no desvario seu,

Na torre pôs-se a cantar...

Estava perto do céu,

Estava longe do mar...


E como um anjo pendeu

As asas para voar...

Queria a lua do céu,

Queria a lua do mar...


As asas que Deus lhe deu

Ruflaram de par em par...

Sua alma subiu ao céu,

Seu corpo desceu ao mar...



Alphonsus de Guimaraens





sexta-feira, 25 de março de 2011

Teatro dos Vampiros

(Legião Urbana)



Sempre precisei

De um pouco de atenção

Acho que não sei quem sou

Só sei do que não gosto...


Nesses dias tão estranhos

Fica a poeira

Se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo

O que é demais

Nunca é o bastante

E a primeira vez

Sempre a última chance

Ninguém vê onde chegamos

Os assassinos estão livres

Nós não estamos...


Vamos sair!

Mas não temos mais dinheiro

Os meus amigos todos

Estão, procurando emprego...


Voltamos a viver

Como há dez anos atrás

E a cada hora que passa

Envelhecemos dez semanas...


Vamos lá, tudo bem!

Eu só quero me divertir

Esquecer dessa noite

Ter um lugar legal prá ir...


Já entregamos o alvo

E a artilharia

Comparamos nossas vidas

Esperamos que um dia

Nossas vidas

Possam se encontrar...


Quando me vi

Tendo de viver

Comigo apenas

E com o mundo

Você me veio

Como um sonho bom

E me assustei

Não sou perfeito...


Eu não esqueço

A riqueza que nós temos

Ninguém consegue perceber

E de pensar nisso tudo

Eu, homem feito

Tive medo

E não consegui dormir...


Vamos sair!

Mas não temos mais dinheiro

Os meus amigos todos

Estão, procurando emprego...


Voltamos a viver

Como a dez anos atrás

E a cada hora que passa

Envelhecemos dez semanas...


Vamos lá, tudo bem

Eu só quero me divertir

Esquecer dessa noite

Ter um lugar legal prá ir...


Já entregamos o alvo

E a artilharia

Comparamos nossas vidas

E mesmo assim

Não tenho pena de ninguém...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Foi-se!


Foi-se!
Ficou menos do que esperado,
Chegou atrasado...
Mas partiu!
Sem pedir licença,
Sem deixar o que sentiu.
Sem fazer falta sua presença.
Tudo que foi pedido foi pela metade,
Foram meias verdades de quem não sentiu.

Foi-se!
Sem mais delongas,
Sem deixar noites longas,
Sem criar realidades...
Sem transformar saudades.
Partiu ainda com a champagne fechada.
A roupa passada.

Foi-se!
Nos sentimentos explicados,
Daqueles sempre tão usados.
Sem se importar se sentia,
Sem pedir se podia...





segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Round and round is the sound that runs into my brain...


Vasculhando arquivos virtuais antigos, achei este video, prova de um tempo que não volta mais, por isso minha homenagem....

A todos que fizeram parte dele....Obrigada !!

O texto abaixo pertence ao Fabricio Teixeira, para ver o post no blog original

Do que fica


"Uma época onde éramos jovens e gritávamos de alegria. E erguíamos os braços, como loucos, tentando escapar dos corpos aos quais havíamos nascido presos. Éramos jovens e dançávamos sem receio. Porque não tínhamos pudores, prisões ou preconceitos, e porque convidávamos uns aos outros a fazerem parte do todo. Éramos jovens e unidos por alguma força inexplicável. Nosso sonho uníssono era o bem, nosso solvente era a música, nossos únicos limites eram o céu e a terra. Nosso grito alcançava a lua, se assim quiséssemos. Eram nossos anos de ouro. No dia seguinte, amanhecíamos e anoitecíamos jovens. E isso bastava..."