domingo, 13 de junho de 2010

All The Single Lady



Hoje eu passei o dia dos namorados na "entressafra do amor". Mas antes que alguém fique com pena de mim, saiba que foi um dia dos namorados ótimo! Não sendo injusta com o passado ou coisa assim...

A "entressafra do amor" é uma fase que as pessoas deviam aprender a apreciar mais. É quando você se encontra sozinha sem ter alguém para pensar que sobra um tempinho extra para pensar em si...

Na entressafra do amor, descobrimos nossos gostos, nossas manias, que normalmente acabam ficando camufladas com as manias de alguém...

Gastamos mais tempo com os amigos, gastamos mais com a gente...Gastamos mais tempo gastando...

Muitas mulheres tem medo de olhar no espelho e dizer "Sou solteira!". Como se isso tivesse algo de errado. As mulheres precisam aproveitar mais o fato de serem solteiras...

Na entressafra do amor, vc tem mais tempo para ficar horas no telefone com as suas amigas, assistir aqueles filmes que homem nenhum gosta...

Você pode sair mais, conhecer mais gente, mais lugares...

Palavras de um amigo "Para cada ano que você passa solteiro é equivalente a dois namorando".

Na entressafra do amor, que vc descobre do que realmente gosta, ou não...

Enfim, é na entressafra do amor que você estará pronto para descobrir...Um Novo AMOR!!

Por último um texto do John Lennon que vale à pena ler...

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Henry Miller



No dia 7 de Junho de 1980, o mundo perdia um dos seus maiores e mais polêmicos escritores. Henry Miller não foi só um escritor foi um "subversivo da literatura". A sua obra é difícil de definir....talvez fique entre o fantástico e o desnecessário.

O meu primeiro contato com Henry e sua obra foi através do filme "Henry e June" (USA, 1990). O filme narra o encontro de Anais Nin (Maria Medeiros) com June (Uma Thurman) e Henry Miller (Fred Ward). Ambientado em Paris, nos anos 30s, mostra Henry num triângulo amoroso e quando escrevia e lançava 'O Trópico de Câncer".

E foi o "Trópico de Câncer" a primeira obra que li de Miller. Quase biográfico, embora este considerava que não. "Trópico de Câncer" te transporta para Paris, durante o entre guerras, quando a cidade foi o destino de artistas de todos os tipos e centro cultural e vanguardista da Europa.

Mais do que isso, Henry te faz caminhar por hotéis e pensões baratas, passar fome, viver de favores, transar c/ prostitutas, conviver e se embebedar com outros artistas, intelectuais tão expatriados como ele.

Henry não te pergunta se você quer tanto, quando você percebe está lá a "fornicar com os personagens". Nada em Henry Miller é pouco, não é ousado ou não é polêmico.

A obra de Henry hoje é considerada "erótica". Porém, a minha opinião leiga a considera pornográfica. Hoje a nossa noção de pornografia é mais ampla. Mas se analisarmos o contexto da época que foi escrita...

Embora tenha ficado conhecido pela sua literatura erótica, Miller escreveu obras que fogem da temática sexual como "Big Sur e As Laranjas de Hieronimus Bosch", "Colosso de Marússia", entre outras...

Passaram se 30 anos que Henry Miller, deixou o mundo. Porém, este vive nos seus "Trópicos" e na sua intrigante "Crucificação Encarnada".

domingo, 6 de junho de 2010

Hasta La Victoria Siempre



Hoje eu vou escrever sobre filmes que tem como mote a Revolução Cubana...

A Revolução Cubana foi um movimento armado que levou a derrubada do ditador Fulgencio Batista de Cuba em 1 de janeiro de 1959 pelo Movimento 26 de Julho liderada por Fidel Castro.

Bom, alguns filmes sobre a Revolução Cubana.

A Cidade Perdida (Lost City). Fico Fellove (Andy Garcia) é o proprietário da elegante casa noturna El Trópico e tenta manter sua família unida, em meio à tomada da cidade pelas forças revolucionárias de Fidel Castro. O filme mostra uma revolução cubana de uma ótica da burguesia que perdeu tudo.

Antes do Anoitecer (Before Night Falls). O filme mostra a história de Reynalo Arenas (Javier Bardem). Após ser educado com a Revolução Cubana e premiado nacionalmente por seu trabalho, o escritor Reynaldo Arenas termina sendo preso e após isso vai viver no exílio em Nova York. O filme é bom, mostra o preconceito com os homossexuais e a opressão política e intelectual da revolução.

Che. Ernesto Che Guevara (Benício Del Toro), um jovem médico, é apresentado por Raul Castro (Rodrigo Santoro) ao irmão deste, Fidel (Demián Bichir). Desse modo ele se dispõe a ajudar o advogado cubano a voltar a sua terra e tomar o poder do ditador Fulgêncio Batista. O filme é muito legal e mostra um Che diferente dos anteriores. Um Che mais humano, idealista. Lembra o Che, que seria maduro de Diários de Motocicleta.

Bom, essas são as dicas de filmes, vale a pena citar também Diários de Motocicleta. O filme dirigido por Walter Sales e estrelado por Gael Garcia Bernal. Embora não seja sobre a Revolução Cubana, mostra a juventude de Che. O filme é excelente, uma fotografia bela e trlha sonora muito bem feita.
Vale a pena assistir todos e cada um tire a sua conclusão. Na verdade o que fica é "Hasta La Victoria Siempre"

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Segredo dos Seus Olhos


(El Secreto de Sus Ojos, 2009).

O quanto um olhar pode dizer sobre algo? Baseado no livro "La pregunta de sus ojos"(A pergunta dos seus olhos), de Eduardo Sacheri, (que descobri que é uma obra bastante lida na Argentina),o filme de Juan José Campanella faz perguntas o tempo inteiro.

O filme traça paralelos entre o passado e o presente deixando o espectador tonto e intrigado. Cada personagem é explorado aos poucos, construindo um segredo que é desvendado aos olhos...

Quando eu assisti ainda pensei. Como podemos contar a mesma história sem ser repetitivo? Como falar de amores não realizados ou amores interrompidos e ao mesmo tempo ser inovador?


Benjamín Espósito (Ricardo Darín), após se aposentar resolve escrever sobre o caso que mais marcou a sua vida. Um homicídio que investigou em 1974. Com isso começa a repensar o que foi a sua vida e os acontecimentos que fizeram parte desta história.

É quando entra em cena a sua superior Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil) que é sua amiga, companheira de trabalho e paixão inatingível. Os acontecimentos, assim como os outros personagens que povoarão a história, são apresentados aos poucos, fazendo com que estejamos interessados durante o filme inteiro.

"O Segredo dos Seus Olhos" mostra pessoas normais com sentimentos tão humanos que nem os olhos podem esconder. Porém, o final é capaz de tirar o fôlego e surpreender aqueles que acham que olhos não são capazes de esconder segredos. Eu apostaria que sim e o "O segredo dos seus olhos" mostra isso belamente.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Max Ernest - Uma Semana de Bondade



O legal de morar em Sampa é que sempre tem algo legal para se ver e fazer. O problema é conseguir tempo para aproveitar tudo. Quando você mora a uma quadra do MASP, o mínimo que se espera é que você visite as exposições itinerantes.

Pois é, fazia um mês que não passava em frente ao MASP e quando passei vi que está rolando uma exposição do Max Ernest.

Quem me conhece, sabe que eu tenho uma predileção pelo Surrealismo (sinceramente? Não sei pq!).

Max Ernst nasceu na Alemanha no dia 2 de abril de 1891. Conheceu o Surrealismo por Jean Arp.

Porém, foi convocado para lutar na I Guerra Mundial.

Após o término da guerra, mudou-se para França em 1922. Em Paris, quando junta-se aos surrealistas e torna-se amigo de André Breton (Considerado por muitos como o Papa do Surrealismo).

Eu ainda não fui a exposição do Masp, quando eu for prometo expandir este post. Mas li o seguinte.

Do site do Universia

Max Ernst - Uma semana de bondade, com a coleção completa do Gênesis retratado pelo artista. As 184 obras estavam guardadas há mais de 70 anos pelo colecionador francês Daniel Fillipacchi. As imagens fazem crítica cáustica e surrealista às convenções sociais da Europa do período entre guerras.

Entre as obras estão cinco jamais expostas ao público. Sob alegação de blasfêmia, elas não participaram da única exposição realizada com as colagens, em 1936 em Madri, na Biblioteca Nacional, atual sede do Museu Nacional de Arte Moderna.

A coleção se divide de acordo com os dias da semana, tendo dado origem a cinco livros lançados em 1934. Nas colagens Ernst afastou-se da concepção bíblica, criando seu próprio Gênesis: o Domingo surrealista é recheado de orgias, violência, blasfêmia e morte, primeiro contraponto significativo ao dia de descanso.

Já a Segunda-feira é composta por 27 trabalhos que têm influência do elemento água, que também serve para batizar os trabalhos. Esse conjunto de obras procura descrever a insignificância do poder das autoridades diante da força da natureza. Assim, águas invadem e arrasam toda a cidade de Paris, questionando os valores exercidos pela burguesia da época.

A Terça-feira explora a ironia a partir de 45 obras de homens com asas de dragões e serpentes presentes em situações da rotina da classe privilegiada. Essa coleção é chamada A corte do dragão, que tem como elemento o fogo. Já o caráter mítico de Édipo é abordado sob o elemento sangue nas 29 colagens de Quarta-feira, batizada com o nome do mito grego.

A Quinta-feira é subdividida em O riso do galo, que conta com 16 colagens, e A Ilha de Páscoa, formada por outras dez. Ambas sob o elemento escuridão, abordam as diferentes formas de poder. Na primeira, o galo gaulês, símbolo do estado francês, é presente em todas as imagens, inclusive como parte do corpo dos protagonistas da cena. Em A Ilha de Páscoa, situações de intimidade são exibidas sempre com um dos personagens usando máscaras.

A Sexta-feira obedece ao elemento visão e tem imagens emblemáticas que abordam o interior, a estrutura do humano e do ambiente que o cerca: corvos, caveiras e uma série de símbolos são utilizados nas três divisões. O Sábado, último dia da semana, batizado A chave das canções, referencia ao elemento desconhecido, em que toda a preocupação com a realidade é abolida


Max Ernst - Uma semana de bondade
Local: MASP(Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Data: de 23 de abril a 18 de julho
Horário: de terça a domingo e feriados, das 11h às 18h. Às quintas das 11h às 20h
Ingressos: R$ 15. Estudantes: R$ 7. Gratuito até 10 anos e acima de 60 anos. Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos.

Endereço: Av. Paulista, 1578
Telefone: 11-3251-5644
Site: www.masp.art.br
Twitter: @maspmuseu

sábado, 29 de maio de 2010

Lemon Tree



O filme mostra uma viúva palestina de meia idade, Salma Zidane (Hiam Abbas) que mora na região da Cisjordânia, fazendo compotas de limões retirados do seu pomar que é herança do seu pai.
Porém, um dia muda-se para a casa ao lado Israel Navon (Doron Tavory), que é o Ministro da Defesa de Israel.
Após isso, o seu pomar passa a ser considerado uma "ameaça terrorista" e Salma recebe a ordem de cortá-los. Salma não aceita a exigência e dá início a uma batalha judicial pelo direito de manter seus limõeiros que são mais que o seu sustento e sim parte de suas raízes culturais.
Através do simbolismo de Salma, uma mulher sozinha lutando contra o poderoso Estado de Israel, vemos o descabido conflito cultural, racial e bélico que acontece entre israelenses e palestinos.

Lemon Tree conta com atuações fantásticas e uma história que mergulha profundamente no cotidiano do conflito.

Após ver o filme fui em busca de mais informações sobre ele. O filme foi produzido por Eran Riklin e foi Prêmio de Público no Festival de Berlim. Além de diversos prêmios em vários festivais para a atuação brilhante de Hiam Abbas e foi produzido por uma união entre produtores franceses, israelitas e alemães.

O filme vale a pena desde o primeiro minuto e mesmo depois do final, que é ótimo, não nos abandona, seja pelos questionamentos que ele levanta ou pelas ótimas atuações.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Jean Charles



O filme conta a história dos últimos momentos do brasileiro Jean Charles, morto por engano pela polícia inglesa. Mais do que isso, o filme é um mergulho no cotidiano dos imigrantes (no caso os brasileiros) em busca do sonho de uma vida melhor.

Até onde a vida é melhor lá fora como imigrante ilegal? A saudade da família, o preconceito, o trabalho duro e falta de dinheiro são o cotidiano desses milhões de brasileiros.

Eu particularmente gostei da atuação do Selton Melo que criou um Jean Charles que não foi um herói. Não tinha nada de espetacular e não morreu como mártim.

Foi apenas um brasileiro comum que morreu vítima do preconceito e a insanidade de um país que vive diariamente com a ameaça de terrorismo.

Há Tanto Tempo Que Te Amo

(Il y a longtemps que Je T'aime - França/Alemanha 2008).

Juliette (Kristin Scott Thomas) retorna à sua família e à sociedade, após 15 anos de ausência e rejeição. Apesar de uma separação familiar drástica no passado, sua irmã mais nova, Léa, decide abrigá-la em sua casa, onde mora com o marido, as duas filhas e o sogro. Aos poucos, a trama revela a aparente amoralidade por trás da tragédia que manteve Juliette afastada por tanto tempo da vida real.

O filme consegue manter a tensão do começo ao fim. O ar de mistério e segredo vai aos poucos se desfazendo e faz com que vc se mantenha interessado. São bons atores, uma trama bem feita. Porém, o final surpreende mas é aquele que todos gostariam que fosse. Como numa novela com final feliz, perdeu-se a oportunidade de aprofundar os questionamentos levantados durante a trama.

Não chega ser uma obra de arte mas vale a pena assistir.

sábado, 22 de maio de 2010

Pop Art - Andy Warhol



Na Estação Pinacoteca está até o dia 23 de Maio a exposição do Andy Warhol. Hoje eu pude conferir um pouco do Mr. América. O lugar estava tão lotado quanto um shopping às vespera do Natal. As pessoas caminhavam e admiravam as obras com o mesmo entusiasmo que as vitrines no shopping.

Neste ponto, não posso negar que o sentimento que estas obras despertam é o mesmo que as vitrines do shopping. É um sentimento de conhecimento. Algo que faz parte do nosso tempo. São obras que estão inseridas no nosso contexto social e temporal.

Mais do que isso, fotografias, filmes, serigrafias são peças do cotidiano. Ferramentas que fazem parte do nosso modo de comunicação.

Além disso, ao andar pelos corredores e nos deparar com as figuras de Marilyn Monroe, Jackie O, Pelé, Marlon Brando entre outras pensei um pouco no conceito de celebridade, icones e o que faz de algumas atemporais e outras efêmeras.

O próprio Warhol disse que um dia todos teriam seus 15 min de fama. Hoje com internet, twitter, facebook, blogs e outras mídias sociais podemos experimentar um pouco o que é digamos brincar de celebridade. Hoje expomos voluntariamente nossas vidas e com isso brincamos com a nossa popularidade. Todos temos algo a dizer (como eu mesma neste blog, mas qual a relevância disso?).

Ver Warhol valeu pela reflexão dos nossos valores e o que é Pop e o porque disso.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

ABBA - The Show

Na Virada Cultural deste ano pudemos matar saudade de um dos principais icones musicais nos anos 70s. O "ABBA The Show" não chega a ser uma banda cover do ABBA e digamos que são os atuais embaixadores do fenômeno que contagiou o mundo com canções como "Chiquitita", "Does Your Mother Know", "Voulez-Vous" e "I Have A Dream","Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)" e a tão aguardada "Dancing Queen".

Uma tarde agradável de Outono em frente a Estação da Luz.

domingo, 9 de maio de 2010

Conhecimento Maduro

"Passa-se com os livros uma coisa semelhante ao que sucede com um novo conhecimento que travamos com alguém. Num primeiro momento experimentamos um profundo prazer em encontrar coincidências gerais de opinião ou ao sentirmo-nos tocados num aspecto importante da nossa existência. Só depois, quando o conhecimento se aprofunda, começam a surgir as diferenças. Nessa altura, o comportamento inteligente caracteriza-se pela capacidade de não retroceder imediatamente, como muitas vezes acontece na juventude, e de pelo contrário reter o que há de coincidente enquanto se vão esclarecendo mutuamente todas as diferenças, sem se pretender chegar a acordo absoluto."

Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Escafandro e a Borboleta

(Le Scaphandre Et Le Papillon, França/ EUA, 2007).
O que você faria se tivesse um derrame e ficasse consciente? Porém seu único movimento é abrir e fechar o olho esquerdo?
Essa é a narrativa de 'O Escafandro e a borboleta".
Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um homem apaixonado pela vida. Porém, sofre um derrame e passa a ficar consciente mas preso num corpo que não responde a seus estímulos.

Preso num "escafandro" Bauby passa a fazer a sua reflexão sobre a vida e desta maneira passamos também a ser também personagens desse questionamento.Pois, durante os primeiros 30 min do filme o "assistimos" da ótica de Bauby. Este mergulho é perturbador.

A trilha sonora é fantástica com músicas do U2, The Velvet Underground e até então desconhecido para mim "Ultra Orange Emmanuele - Don't kiss me goodbye". O filme vale do começo ao fim.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

São Paulo



Seus olhos refletem a avenida,
Uma saudade e uma despedida.
Sua alma é feita da esperança,
Daqueles que chegam apenas com sonhos de herança.

O caos megalomaníaco é sua fase mais pungente,
Um retrato da metrópolis de todas as nações,
Nada se deixa de pensar por toda essa gente.
Que por aqui vive as mais contraditórias emoções.

Sinto te bela e fria,
Um misto de tristeza e alegria.
Vivendo te e recriando todo os dias.

Somos apenas paulistanos,
Uma junção dialética,
Que faz de São Paulo a mais poética.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Não me irrite



Não me irrite com saudades não sentidas,
Ausências não percebidas,
Despedidas não pedidas.

Não me irrite com seu importar ausente,
Dores de somente quem estais é que sente,
Seu contentamento descontente.
Sua alegria pungente...

Não me faça de grande amizade,
Pois ainda que a saudade,
Venha nos espreitar,
Não existe realidade,
Não existe verdade,
Que ela possa encontrar.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Todas as Cores de Marc Chagall




"Todo pintor nasce em algum lugar" frase dita por Chagall. Porém, Chagall em russo quer dizer "aquele que caminha" (Fonte: Exposição de Chagall no Masp) e Chagall sem dúvida foi um artista que caminhou pelo Século XX e foi inspirado não só pelos lugares onde nasceu mas viveu.

Nascido no dia 7 de Julho de 1887 em Vitebsk, Bielorrússia, Chagall viu o regime czarista russo e chegou a ser nomeado comissário das belas artes pelo governo socialista.

A Mostra do Masp trouxe 178 gravuras e ilustrações que mostram as diversas fases deste grande artista.

A série bíblica pode ser vista completa. Por influência do sionista Struck (1876- 1944), Chagall visitou a Palestina em abril de 1931, em busca de inspiração para criar a série. A obra considerada um ponto alto da sua carreira.

As ilustrações da série "As fábulas de La Fontaine". Realizadas 1926 e 1927 quando o artista morava em Paris, são gravuras coloridas produzidas com gauche. Uma alegria à parte e um retorno a infância seja pelas fábulas, seja pelo colorido, seja pelo gauche.

Porém, não pude deixar de me emocionar com as obras baseada no mito grego de Dafne e Cloé. Sua releitura para o romance grego bucólico onde dois pastores adolescentes instigados por Eros descobrem o amor.

O amor foi tema e inspiração para Chagall. Ainda em entrevista vista na mostra perguntaram para ele o que era mais importante para ele na vida. Este artista que caminhou pelo século XX (faleceu em 1985), viu o regime czarista, duas guerras mundiais deu seu veredito; "O amor".

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Eterno Retorno



Escrever é matar a expectativa.
Acabar com a esperança e destruir a certeza.

Aquele que escreve quer ser o arquiteto das palavras, criando o monumento perfeito do texto.
Tenta transformar sons em onomatopéias, desilusões em metáforas.
Saudades em eufemismo.
Com o amor se faz uma prosopopéia e da tristeza uma hipérbole.

Escrever é começar de novo...
Aceitar as falhas e a eterna tentativa de escrever o que não foi dito.

Colours - Hot Chip



Colours are what
keep me alive
colours are what
to hold in my head

colours are where my
my old meets new
colours are where my
my brain finds blue

colours and colours and colours of colours
colours and colours and colours of colours
colours and colours and colours of colours
colours and colours and colours of colours
colours and colours and colours of colours

bursts are where
i find a face
bursts are made
to colour me rich
bursts are blocks
stickle bricks
bursts of colour
until i'm sick

colours and colours and colours of colours
(i only wanted for to see)
colours and colours and colours of colours
(there's nothing in this heart but me)
colours and colours and colours of colours
(everything you want is not free)
colours and colours and colours of colours

colours and colours and colours of colours
(i'm everything a girl could need)
colours and colours and colours of colours
(there's nothing in this heart but me)
colours and colours and colours of colours
(if everything you want is free)

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças



“Feliz é o destino da inocente vestal
Esquecida pelo mundo que ela esqueceu
Brilho eterno da mente sem lembrança!”.
Alexandre Pope

“Abençoados os que esquecem, porque aproveitam até mesmo seus equívocos”.
Friedrich Nietzsche

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Stop This Train - John Mayer

No I'm not color blind
I know the world is black and white
Try to keep an open mind but...
I just can't sleep on this tonight
Stop this train I want to get off and go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't
But honestly won't someone stop this train